União Africana pede reforço das tropas da ONU na Somália

Pedido é feito após militantes deixarem capital Mogadíscio; governo promete expulsar Al-Shabbab

Efe e Reuters

10 de agosto de 2011 | 13h15

 

Soldado da União Africana patrulha as ruas de Mogadíscio

 

ADIS ABEBA - A União Africana (UA) pediu nesta quarta-feira, 10, à Organização das Nações Unidas (ONU) e a seus aliados que reforcem sua missão militar na Somália, a fim de tirar vantagem da recente retirada dos combatentes do grupo radical islâmico Al-Shabbab da capital Mogadiscio.

 

Embora os insurgentes tenham classificado sua retirada como tática, a Missão da União Africana na Somália (Amisom) e o Governo Federal de Transição somali atribuíram a atividade dos radicais à pressão da ofensiva conjunta de seus soldados. O presidente da UA, Jean Ping, pediu "aos aliados, em particular às Nações Unidas, que tomem mais atitudes para aumentar o apoio prestado à Amisom".

 

Ping fez esse pedido um dia depois que os comandantes militares da Amisom reivindicaram a mobilização urgente de mais 3 mil soldados em Mogadiscio. "Agora temos apenas 9 mil soldados e a ONU aprovou a mobilização de outros 3 mil, mas a logística e os fundos para essa mobilização ainda não estão disponíveis. Peço à ONU que facilite esses contingente imediatamente", declarou na terça o porta-voz da Amisom, Paddy Ankunda.

 

No comunicado da UA, Ping também pediu ao Governo somali que aproveite a retirada do Al-Shabbab para avançar na reconciliação e no desenvolvimento das tarefas do Executivo de Transição, pois, segundo ele, a derrota dos radicais está "ao alcance".

 

Guerra civil

 

Em meio às tensões que o país vive, o presidente somali, xeque Sharif Ahmed, prometeu acabar com os militantes islâmicos, que tentam derrubá-lo e bloqueiam a ajuda humanitária enviada à população. "Enquanto estiverem sobre território somali, mesmo que sobre uma única polegada, não descansarei", disse. "Nossa determinação é expulsá-los", concluiu.

 

Alguns aliados regionais tem criticado a administração de Ahmed por falhar no combate à insurgência e por não trabalhar sobre uma Constituição que divida de forma mais igualitária o poder político entre os clãs e as regiões do país. A revolta do Al-Shabbab já dura quatro anos e é só mais um capítulo da guerra civil na nação africana, que teve início com o fim do regime do ditador Mohamed Siad Barre em 1991.

Tudo o que sabemos sobre:
SomáliaÁfricaAl-Shabbab

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.