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União Africana reúne governo do Sudão e rebeldes para negociação de paz

A União Africana reuniu nesta quarta-feira pela primeira vez para negociações de paz o governo do Sudão e rebeldes que lutam contra as tropas oficiais em dois Estados que fazem fronteira com o Sudão do Sul, em um conflito que afetou quase um milhão de pessoas.

AARON MAASHO, Reuters

24 de abril de 2013 | 21h39

Os conflitos começaram entre o Exército sudanês e o Movimento Norte de Libertação do Povo do Sudão, ou SPLM-Norte, nos Estados do Kordofan do Sul e Nilo Azul na época da independência do Sudão do Sul, em 2011.

A violência desalojou ou atingiu seriamente mais de 900 mil pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

O Sudão anteriormente recusava-se a atender o SPLM-Norte e acusava o Sudão do Sul de apoiar os rebeldes, acusações negadas pelo governo de Juba, a capital do Sul.

Cartum mudou sua posição depois que os laços com o Sudão do Sul melhoraram muito, no mês passado, com a assinatura de um acordo para retomar os fluxos de petróleo transfronteiriços, a tábua de salvação para ambos.

Os dois lados também concordaram em abrir 10 postos de fronteira na terça-feira.

Nesta quarta-feira, um painel da União Africana liderado pelo mediador Thabo Mbeki, ex-presidente sul-africano, reuniu-se com o chefe da delegação sudanesa, Ibrahim Ghandour, e com o líder do SPLM-Norte, Yassir Arman, em Adis Abeba, no início das negociações de paz, disseram diplomatas presentes à negociação.

Ghandour e Arman mais tarde foram colocados frente à frente pela primeira vez, disseram diplomatas.

Não é esperado nenhum avanço rápido, uma vez que ambos os lados mantêm profunda desconfiança e até hostilidades.

Diplomatas veem a realização das conversas já como um sucesso, e esperam que ambos os lados concordem em permitir que a ONU envie ajuda humanitária via territórios do Sudão para os rebeldes.

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