União Europeia apoia envio de missão de paz à Síria

Proposta da Liga Árabe prevê militares da ONU no país para conter Exército de Assad

Efe

13 de fevereiro de 2012 | 12h45

BRUXELAS - A União Europeia (UE) disse nesta segunda-feira, 13, que apoia a proposta da Liga Árabe de enviar uma força de paz conjunta com a Organização das Nacos Unidas (ONU) à Síria para tentar pôr fim à violência no país. "Damos boas-vindas às contundentes decisões, ao compromisso e à liderança que a Liga Árabe está assumindo para resolver a crise na Síria", afirmou o porta-voz comunitário de diplomacia, Michael Mann.

 

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O funcionário lembrou que "o primeiro objetivo da UE é o fim imediato dos assassinatos". Por isso, o bloco apoia "qualquer iniciativa que possa ajudar a conseguir este objetivo, incluída uma maior presença árabe na região ao lado da ONU". "Estamos em contato permanente com o secretário-geral da Liga Árabe e com as Nações Unidas para discutir como realizar isto o mais rápido possível", afirmou.

 

O apoio à proposta da organização mantém a linha seguida pela UE desde o início do conflito, que sempre apoiou os esforços da Liga Árabe para deter a violência na Síria. Os países árabes concordaram neste domingo em pedir ao Conselho de Segurança da ONU a formação de uma força de paz conjunta que comprove o cessar-fogo na Síria. A iniciativa foi rejeitada imediatamente pelo regime de Damasco.

 

Mann disse ainda que os membros da UE devem atuar de forma "responsável neste momento crucial". A Rússia e a China vetaram as propostas de condenação do regime sírio no Conselho de Segurança da ONU.

 

A UE trabalhará também para apoiar o grupo internacional "Amigos da Síria", que se reunirá pela primeira vez em 24 de fevereiro, na Tunísia, com a presença da chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton. Além disso, o bloco está elaborando uma nova rodada de sanções contra Damasco, entre elas um veto parcial às transações com o Banco Central sírio. O objetivo é que estas medidas sejam aprovadas na próxima reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco, em 27 de fevereiro. 

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