União Européia apoiará decisão da ONU sobre o Iraque

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Per Stig Moeller, cujo país ocupa a presidência rotativa da União Européia (UE), reiterou hoje no Cairo sua esperança de que seja "o Conselho de Segurança da ONU quem decida o que fazer com o regime iraquiano". "A União Européia manifestou com clareza seu desejo de ver os inspetores internacionais retornarem ao Iraque e pensa que a situação apresenta alguns riscos tendo em vista que se ignora se existem armas químicas, biológicas e nucleares no Iraque", disse Moeller.Durante uma entrevista coletiva conjunta com o ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, Moller assinalou que "se multiplicam as dúvidas, já que o ingresso dos inspetores (no Iraque) está proibido". Por sua parte, o ministro egípcio indicou que "nossa reação será favorável à decisão que o Conselho de Segurança tome a respeito". Moeller está de visita ao Egito para promover um novo plano de paz europeu para o Oriente Médio, no qual está prevista a criação de um Estado palestino. Por sua vez, o ministro do Exterior alemão, Joschka Fischer, do Partido Verde, manifestou que um ataque americano contra o Iraque seria um "erro fatal". Israel se prepara para possível ataqueIsrael solicitou a seus serviços de segurança e emergência para que se preparem para um possível ataque dos EUA contra o Iraque - e um contra-ataque iraquiano a Israel - para o próximo 1º de novembro, disseram hoje fontes do governo. Os Estados Unidos não informaram Israel se ou quando atacarão o Iraque, mas o Estado judeu impôs o 1º de novembro como prazo "razoável" para os preparativos, para se assegurar que nenhum de seus serviços de segurança ou emergência fique desavisado, disse a fonte, que pediu anonimato.Funcionários da segurança israelense, entre eles um alto funcionário do Comando da Frente Interna, confirmaram que o governo lhes pediu que apresentem seus planos de ação antes de 1º de novembro. Israel prevê a possibilidade de que em caso de um ataque americano, o presidente Saddam Hussein ataque Israel, como fez durante a Guerra do Golfo Pérsico em 1991. Naquela ocasião, o Estado judeu não respondeu ao ataque iraquiano de 39 mísseis Scud, mas as autoridades disseram que haveria represália caso Bagdá voltasse a atacar. As fontes não indicaram a natureza dos preparativos.O Exército disse que o Comando da Frente Interna, responsável pela defesa do território israelense, realizou recentemente um exército, sem especificar qual. Mas o jornal Maariv afirmou que os militares treinaram diante da possibilidade de um ataque com armas químicas ou biológicas, e os soldado ensaiaram a distribuição de antibióticos à população civil.

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