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União Europeia apresenta plano de cotas para imigrantes em cada país

BRUXELAS - Países da União Europeia (UE), com exceção da Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca, podem adotar um sistema de cotas para os imigrantes refugiados, com o intuito de dividir o número de pessoas entre os países do bloco, de acordo com planos apresentados nesta quarta-feira, 13, pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans.

O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 15h10

Atualmente, mais de 70% dos pedidos de asilo na União Europeia encontram-se arquivados na Alemanha, Suécia, Itália e França. O plano teria uma distribuição mais uniforme dos requerentes de asilo em toda a UE, com base no Produto Interno Bruto (PIB), taxas de desemprego, população total e o número de refugiados já abrigados por cada país.

De acordo com este sistema de cotas, a Alemanha levaria 18,42% dos requerentes de asilo redistribuídos (contra 35% de todos os pedidos de asilo da UE em 2014), a França receberia 14,17% dos imigrantes (em comparação com um total de 11% em 2014 ), enquanto a Itália ficaria com os mesmos 11,84%. A Suécia reduziria para 2,92%, de 14% em 2014.

A Comissão Europeia ainda tem de definir, até ao fim deste mês, quais países passarão pela redistribuição primeiro. Provavelmente, devem ser a Itália, Malta e Grécia, de acordo com uma autoridade da UE.

Atualmente, a UE tem planos de incluir um projeto de 50 milhões de euros (USE 56,1 milhões) para realocar 20 mil refugiados em países fora da UE, como a Turquia e o Líbano.

Ambas as propostas têm ainda de ser aprovadas pelos governos nacionais por maioria dos votos. França, Alemanha, Itália e Bélgica são a favor e até mesmo a Irlanda está considerando participar no plano de reassentamento.

A Grã-Bretanha, entretanto, é totalmente contra as cotas e insistiu que os imigrantes que não são qualificados pelo asilo devem ser enviados de volta. "É importante que as pessoas retiradas do Mar Mediterrâneo sejam levadas de volta para a África", disse a ministra do Interior, Theresa May.

Timmermans disse que 60 milhões de euros serão disponibilizados aos "países da linha da frente" para acelerar o processo de imigração e mandar de voltar àqueles que não se qualificam ao asilo. "Voltar é parte integrante do nosso plano, então, nesse sentido, Theresa May pode estar certa", disse o vice-presidente.

A Grã-Bretanha não pode bloquear os planos da UE e não estará sujeita a eles, já que tem uma cláusula que permite a não participar de políticas relacionadas à asilo e assuntos internos. / ASSOCIATED PRESS

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