União Europeia concorda em sanções a Kadafi e promete ajudar líbios

Grupo deve congelar bens do ditador e enviar mais de US$ 4 milhões em ajuda humanitária

estadão.com.br

25 de fevereiro de 2011 | 14h27

BRUXELAS - Os países membros da União Europeia concordaram nesta sexta-feira, 25, em impor um embargo sobre a exportação de armas à Líbia e em congelar os bens do ditador líbio Muamar Kadafi e de pessoas próximas a ele, indicaram fontes diplomáticas do grupo.

 

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As medidas, que incluem também um embargo sobre itens que podem ser usados na ação contra manifestações, serão aprovadas "nos próximos dias", muito possivelmente na reunião dos ministros de Energia do grupo, na próxima segunda-feira, acrescentaram as fontes.

 

Elas explicaram que os especialistas dos 27 países membros da União Europeia estão trabalhando "a toda velocidade" nos detalhes dessas medidas, como por exemplo a lista de pessoas sobre as quais as sanções podem ser aplicadas.

 

Também nesta quinta, a Comissão Europeia, o órgão executivo da União, anunciou que enviará 3 milhões de euros (cerca de US$ 4,1 milhões) para ajudar as vítimas da violência na Líbia, inclusive pessoas que deixaram o país. Estima-se que a repressão tenha causado o êxodo de 30 mil pessoas.

 

Entre o material enviado haverá medicamentos, alimentos, abrigo e itens básicos como colchões e kits de higiene. A ajuda, porém, será enviada "uma vez que a situação da segurança no país permita a operação". A comissária europeia de ajuda humanitária, Kristalina Georgieva, disse que "é crucial que o grupo esteja pronto para os deslocamentos massivos de dezenas de milhares de líbios para os países vizinhos".

 

Associated Press e Reuters

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