EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

União Europeia critica destituição de procuradora-geral na Venezuela

De acordo com a representante do bloco para a Política Externa, Federica Mogherini, decisão dificulta a 'volta pacífica à ordem democrática' no país e 'aumenta a polarização de uma sociedade já dividida'

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2017 | 09h21

BRUXELAS - A representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, afirmou nesta segunda-feira, 7, que a tomada de posse da Assembleia Constituinte na Venezuela e a destituição da procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, dificultam a "volta pacífica à ordem democrática".

"A posse da Assembleia Constituinte e suas primeiras ações, incluindo a remoção de Luisa Ortega de seu posto no Ministério Público, debilitaram ainda mais as perspectivas de uma volta pacífica à ordem democrática na Venezuela", destacou uma porta-voz de Mogherini em comunicado. Além disso, "aumentou a polarização de uma sociedade já dividida", lamentou.

A porta-voz insistiu que "não há alternativa relacionada às instituições legítimas, à separação de poderes e ao direito dos cidadãos a expressarem livremente sua opinião política".

"O Governo da Venezuela tem a responsabilidade de garantir o respeito da Constituição venezuelana", disse, reiterando que a UE "chama todos os atores na Venezuela a trabalharem para instalar a confiança necessária para uma solução negociada da crise institucional".

A UE pediu ao presidente Nicolás Maduro que "libere urgentemente todos os políticos presos e garanta o respeito do Estado de Direito e os direitos humanos".

A União Europeia, destacou, "seguirá trabalhando com todos os parceiros, nacionais e internacionais, para garantir um apoio adequado a um retorno não violento à ordem democrática e uma solução aos apuros econômicos e sociais" nos quais se encontra o povo venezuelano.

Maduro defendeu no domingo que a decisão da Assembleia Constituinte de remover a procuradora-geral era "necessária", ao mesmo tempo que defendeu a legalidade do órgão que reescreverá a Carta Magna venezuelana. / EFE

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