Soe Zeya Tun/Reuters
Soe Zeya Tun/Reuters

União Europeia decide suspender sanções a Mianmar por um ano

Decisão só será formalizada na segunda-feira, 23, quando os ministros das Relações Exteriores dos 27 países vão se reunir em Luxemburgo

AE, Agência Estado

19 de abril de 2012 | 12h09

BRUXELAS - A União Europeia (UE) vai suspender a maioria de suas sanções a Mianmar por um ano, enquanto avalia a transição do país à democracia, autoridades europeias disseram nesta quinta-feira, 19.

Veja também:

linkCameron e Suu Kyi defendem suspensão de sanções a Mianmar

A decisão só será formalizada na segunda, 23, quando os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da UE vão se reunir em Luxemburgo, afirmaram os oficiais, que preferiram não se identificar.

As sanções ficarão suspensas por 12 meses, com a possibilidade de uma revisão no meio do período. O embargo atual atinge mais de 800 empresas e quase 500 pessoas e afeta também parte da cooperação para o desenvolvimento de Mianmar. A UE, no entanto, vai manter a proibição a armas e equipamentos que possam ser usados para a repressão de oposicionistas.

Mianmar, que por décadas viveu sob uma ditadura, está atravessando um notável período de transição. No ano passado, a junta militar que comandou o país por quase meio século transferiu o poder a um novo governo que tem feito uma série de reformas elogiadas, incluindo a retomada do diálogo com a líder da oposição, Aung San Suu Kyi, e a permissão para que ela concorresse ao Parlamento, onde conquistou um assento.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, visitou Mianmar na semana passada, na primeira viagem de um líder de um país ocidental estratégico à nação asiática desde o fim da ditadura militar. A chefe de política exterior da UE, Catherine Ashton, pretende viajar a Mianmar no fim do mês.

As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
MianmarsançõesUnião Europeia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.