Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

União Europeia deve enviar novo pacote para ajudar Turquia com refugiados

Chanceler anunciou que está "finalizando" pacote de ajuda no valor de 70 milhões de euros (cerca de US$ 85 milhões)

O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 15h17

GENEBRA - A nova chefe de Assuntos Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, anunciou que a UE estava "finalizando" um novo pacote de ajuda a Turquia no valor de 70 milhões de euros (cerca de US$ 85 milhões) para contribuir com o fluxo de refugiados. A crise na Síria e no Iraque levou 1,6 milhão de refugiados a migrarem para a Turquia.

Federica pediu nesta segunda-feira, 8, uma "boa coordenação e estratégia" com a Turquia para conter o fluxo de combatentes estrangeiros vindos dos dois países. Ela vai visitar refugiados próximos à fronteira com a Síria na terça-feira, junto com comissários de assuntos humanitários.

A dirigente está em sua primeira visita ao país candidato de se tornar membro da UE. A nação está sob pressão por um maior engajamento na coalizão internacional que luta contra o grupo extremista Estado Islâmico e para evitar que jihadistas estrangeiros atravessem as fronteiras turcas com o objetivo de integrar o grupo.

Após se encontrar com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, e outras autoridades, Federica afirmou que discussões técnicas sobre como compartilhar informações acerca dos combatentes e como coordenar políticas estavam em andamento. Ela expressou esperança de que as conversas renderiam "resultados positivos" nos próximos dias ou semanas.

As negociações da Turquia sobre a adesão à UE começaram em 2005, mas estão efetivamente estagnadas devido ao ceticismo de alguns países europeus em admitir uma nação com grande parte da população muçulmana e principalmente por causa da disputa da Turquia com o Chipre, membro do bloco. A Turquia se recusou a permitir que navios do Chipre usassem seus portos e que aviões entrassem em seu espaço aéreo.

Johannes Hahn, comissário responsável por políticas regionais, espera que as negociações possam começar um novo capítulo quando a Letônia assumir a presidência do bloco, no próximo mês. "As coisas estão se movendo na direção certa", afirmou Hahn. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.