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União Européia e África abrem primeiro encontro em 7 anos

Líderes da União Européia e da África sereuniram no sábado para criar uma nova estratégia de parceriano primeiro encontro em 7 anos, marcado pelo desconforto geradopela presença do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe. Pressionados pelo crescente investimento e influência daChina na África, o objetivo dos europeus é chegar a um acordosobre um plano de ação ambicioso com o continente mais pobre domundo para revitalizar o comércio, mas também melhorar acooperação em áreas como imigração e manutenção da paz. Antes mesmo do início do encontro, diferenças sobre novosacordos de comércio e a presença de Mugabe --acusado peloOcidente de agir como ditador e destruir a economia de seupaís-- interferiu no clima do evento em Lisboa. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, boicotou oencontro devido à participação de Mugabe. A questão de Mugabe, que é visto por muitos na África comoum herói da independência, ressalta o difícil relacionamentoentre a África e os ex-poderes coloniais, alguns dos quaisdeixaram o controle das colônias há poucas décadas. "O significado real deste encontro deve ser a fundação deuma nova parceria baseada em respeito mútuo", disse JohnKufuor, presidente de Gana e atual chefe da União Africana. Ele disse que encontros como esse ajudam a romper com orelacionamento passado doloroso que incluiu escravidão, podercolonial e apartheid. "A Europa precisa da África tanto quantoa África precisa da Europa." Grandes investimentos da China na África nos últimos anos,com Pequim assegurando matéria-prima para alimentar suacrescente economia, aumentaram a confiança no continente epreocupam a Europa quanto à perda de oportunidades. Alguns países africanos acolhem o envolvimento econômicocom a China em parte por ocorrer sem a necessidade dereconhecimento dos direitos humanos, o que os acordos e ajudaseuropeus requerem. Líderes africanos e europeus discordam da insistência da UEde que países africanos assinem um novo Acordo de ParceriaEconômica até 31 de dezembro, quando expira a concessão doatual tratamento preferencial da Organização Mundial deComércio (OMC). "Nós não podemos ser forçados em uma camisa-de-força, nãofunciona assim", disse o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade,em entrevista a uma TV francesa.

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