União Europeia e EUA ampliam sanções contra a Rússia

União Europeia e EUA ampliam sanções contra a Rússia

Pela 1.ª vez, setor petroleiro será afetado pelas medidas, que serão revistas até o fim do mês podendo ser modificadas ou anuladas

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2014 | 09h52

(Atualizada às 17h25) BRUXELAS - Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) endureceram as sanções econômicas contra a Rússia nesta sexta-feira, 12, ampliando as penalidades pelo envolvimento de Moscou na crise da Ucrânia. As novas medidas tiveram como alvo o maior banco do país, assim como os setores financeiro, energético e de defesa russos.

As medidas americanas afetam as indústrias de petróleo e de defesa e limitam ainda mais o acesso dos grandes bancos russos aos mercados de ações e dívida americanos.  As sanções, que pela primeira vez tiveram como alvo o Sberbank, foram programadas para coincidir com as novas sanções econômicas da UE. 


Bélgica, por sua vez, implementou nesta sexta-feira, 12, uma nova rodada de penalidades contra Moscou. Entre as medidas estão restrições ao financiamento para algumas empresas estatais e congelamento de bens de dirigentes políticos russos.

As medidas, que entraram em vigor após a publicação no diário oficial da UE, afetarão pela primeira vez o setor petroleiro e serão revisadas antes do fim do mês. De acordo com a evolução do cessar-fogo e do plano de paz, elas poderão ser anuladas ou modificadas.

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, explicou que o bloco sempre insistiu na "reversibilidade e na escalabilidade" das medidas restritivas. A revisão ocorrerá no Comitê de Representantes Permanentes (Coreper) para a UE, sobre a base de uma avaliação realizada pelo Serviço Europeu de Ação Exterior (SEAE).

As três empresas petrolíferas atingidas são a Rosneft, Transneft e Gazprom Neft; as três sociedades do setor de defesa são a United Aircraft Corporation, Oboronprom e Uralvagonzavod. O setor de gás não foi afetado pelas sanções.

A nova rodada de sanções estabelece também o congelamento de bens e a proibição de viagens a Igor Lebedev, vice-presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo (a Duma), Vladimir Jirinovsky, um político ultranacionalista, e um grande número de líderes separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, entre eles Alexander Zakharchenko, primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk, e Gennadiy Tsypkalov, primeiro-ministro da autoproclamada República popular de Luhansk.

Outro alvo é Sergei Chemezov, descrito como um colaborador próximo do presidente russo, Vladimir Putin, desde a época dele na KGB na Alemanha Oriental. Chemezov é presidente da Rostec, uma das principais corporações do setor industrial e da defesa da Rússia, que engloba a fornecedora de armas Rosoboronexport e uma empresa que está planejando a construção de usinas de energia na Crimeia.

Com esta nova ampliação da lista de pessoas sancionadas, chega a 119 o número de pessoas afetadas pelas restrições da UE.

A publicação e entrada em vigor das sanções estava prevista para a segunda-feira 8, mas um grupo de Estados-membros do bloco europeu pediu mais dias para avaliar a aplicação do cessar-fogo e do plano de paz. / EFE e REUTERS

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