EFE/EPA/JOHN THYS / POOL
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União Europeia e Reino Unido retomam discussões presenciais sobre acordo comercial

Bloco europeu e britânicos ainda não chegaram a uma definição sobre relações econômicas com o Brexit

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2020 | 10h19

BRUXELAS - A União Europeia (UE) e o Reino Unido retomaram nesta segunda-feira, 29, as discussões presenciais sobre a futura relação comercial de ambos os lados do Canal da Mancha. O objetivo dos negociadores é chegar a um acordo nos próximos seis meses, para que as questões econômicas pós-Brexit sejam estabelecidas.

A nova rodada de negociações em Bruxelas, que se estenderá até sexta, começou com uma reunião às 06h00 (horário de Brasília) entre o negociador europeu, Michel Barnier, e seu colega britânico, David Frost, seu primeiro encontro presencial desde março.

O Reino Unido deixou o bloco europeu em 31 de janeiro e agora negocia com Bruxelas para tentar estabelecer uma relação comercial com a União Europeia no final do período de transição, que termina no final do ano.

Diante da recusa de Londres em prolongar a transição, britânicos e europeus decidiram promover uma negociação estagnada com reuniões semanais, especialmente focadas nos principais problemas. "Quanto antes chegarmos a um acordo, melhor. Não há razão para que as linhas gerais de um acordo político não possam ser traçadas durante o verão", afirmou uma autoridade britânica.

Embora o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, desejasse o início de um compromisso em julho, os europeus, atolados em sua resposta à crise do coronavírus, consideram outubro como o "momento da verdade".

"É nesse momento que deveremos estar prontos para apresentar um projeto de acordo (...), se queremos que seja ratificado antes do final do ano", disse Barnier na semana passada em um evento do European Policy Center.

As demandas do acordo são bem conhecidas: a exigência da UE pelo acesso de seus navios de pesca às ricas águas britânicas e de garantias por parte de Londres no âmbito fiscal, ambiental e social.

No caso de um fracasso na negociação, após a transição, ambas as partes aplicariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que implicam maiores direitos de alfândega e controles./ AFP

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