Dado Ruvic/Illustration/Reuters
Dado Ruvic/Illustration/Reuters

União Europeia encaminha acordo para reabertura de fronteiras a viajantes vacinados

Resolução recebeu apoio de representantes dos 27 Estados-membros do bloco, mas precisa ser validado em nível ministerial; texto também prevê afrouxamento dos critérios para considerar um país seguro

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 09h58

BRUXELAS - A União Europeia (UE) chegou a um acordo para reabertura das fronteiras do bloco a viajantes estrangeiros que já estejam totalmente vacinados contra a covid-19. De acordo com fontes ouvidas por agências internacionais, embaixadores dos 27 Estados-membros concordaram com uma proposta apresentada pela Comissão Europeia no dia 3 de maio. Para ter validade, a medida ainda precisa ser aprovada em nível ministerial.

O texto, que deve ser posto para votação na sexta-feira, 21, de acordo com a AFP, tanto prevê a permissão de entrada de turistas procedentes de qualquer país, desde que já imunizados contra o novo coronavírus com vacinas autorizadas na UE, quanto estabelece critérios mais flexíveis para determinar a lista de países "seguros", cujos cidadãos podem entrar no bloco sem vacinação, mediante protocolos de prevenção.

A mudança foi vista como necessária para países dependentes do turismo, como Grécia e Espanha. Outras nações da UE que dependem menos dos turistas para empregos e renda, especialmente no norte da Europa, desejavam manter exigências mais rigorosas para visitantes não essenciais para manter o coronavírus afastado. Mas elas acabaram cedendo à medida que as vacinações avançavam e depois que lhes foi prometida a capacidade de reverter o curso se os casos de contágio aumentassem novamente.

As novas regras devem entrar em vigor na próxima semana, em razão de alguns entraves burocráticos. Mas, dependendo de quão bem cada país se preparou para receber turistas, podem ser implementadas imediatamente. Alguns países, como a Grécia, já disseram que removerão os requisitos de teste de PCR e quarentena para visitantes vacinados. Mas a maioria dos países provavelmente adotará essas mudanças de forma mais lenta e conservadora.

Quais vacinas valerão para entrada na UE

Segundo as novas medidas, será permitida a entrada de turistas procedentes de qualquer país, desde que totalmente imunizados contra o coronavírus com vacinas autorizadas pela UE ou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso abrange as vacinas da AstraZeneca, Johnson & Johnson, Moderna, Pfizer-BioNTech e Sinopharm, segundo um projeto de regulamentação visto pelo jornal The New York Times.

 Essa mudança abriria as portas para os americanos imunizados, que têm recebido injeções da Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer, apesar de os EUA serem o país com o maior número de casos (33 milhões) e o de mortes (587 mil). 

A mudança também estabelece critérios mais flexíveis para determinar a lista de nações “seguras”, cujos cidadãos podem entrar no bloco sem vacinação, mediante protocolos de prevenção. Pelo critério atual, um país considerado “seguro” pode registrar até 25 novos casos de covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Com as novas medidas, o número será ampliado para 75 casos por 100 mil habitantes. Os viajantes dessas nações ainda podem ser obrigados a apresentar um teste PCR negativo para serem autorizados a entrar na União Europeia.

Essa lista, elaborada com base em critérios epidemiológicos e atualizada regularmente, será finalizada hoje. Essa taxa seria muito alta para muitos dos próprios países da UE, que têm índices de novos casos muito acima de 75 por 100 mil habitantes. A Grécia, por exemplo, registrou 269 novos casos por 100 mil nas últimas duas semanas; na Itália, o número era de 249. Dos 27 integrantes do bloco, apenas três – Finlândia, Malta e Portugal – estão abaixo do índice que se aplicará a outros países.

Com base em dados do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças, o Reino Unido, que deixou o bloco, atenderia aos novos critérios, enquanto o Brasil ficaria de fora – apesar de seus cidadãos poderem se beneficiar com a regra de vacinação. Destes, apenas os imunizados com Pfizer e Astrazeneca teriam certificados válidos, já que a Coronavac ainda não foi aprovada na UE. / NYT, AFP e REUTERS

 

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