AFP PHOTO / ATTILA KISBENEDEK
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União Europeia estabelece novas cotas de refugiados para países-membros

Alemanha acolherá 40 mil pessoas e França, 30 mil de um total de 160 mil imigrantes que o bloco quer que sejam realocados da Itália, Grécia e Hungria

O Estado de S. Paulo

07 Setembro 2015 | 11h44

BRUXELAS - O executivo da União Europeia estabeleceu nesta segunda-feira, 7, novas cotas nacionais de acolhimento para imigrantes que buscam asilo, segundo as quais a Alemanha acolherá mais de 40 mil e a França 30 mil de um total de 160 mil candidatos que o bloco quer que sejam realocados da Itália, Grécia e Hungria.

"Devemos fazer frente ao fluxo de migrantes com humanidade e responsabilidade. Mais de 300 mil pessoas cruzaram o Mediterrâneo neste ano para chegar à Europa, três vezes mais do que no ano passado. É muito, é uma crise dramática, mas que pode e será controlada", afirmou o presidente francês François Hollande.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deve revelar as novas propostas na quarta-feira. Autoridades europeias afirmaram que ele irá propor que mais 120 mil pessoas sejam realocadas, além das 40 mil que a comissão já havia recomendado transferir.

Os países-membros rejeitaram cotas nacionais estabelecidas em junho, mas como o número de pessoas que chegam à Europa tem aumentado cada vez mais, a comissão, apoiada por Alemanha e França, está pressionando os governos a aceitar a distribuição feita para eles em Bruxelas.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, garantiu em entrevista coletiva que o país fará o esforço que for necessário para assumir "a cota máxima" de refugiados que lhe for correspondente. Ele disse ainda que espera que a Comissão Europeia faça na quarta-feira uma proposta "integral e compreensiva".

Embora a Alemanha, França e Espanha tenham concordado com a medida, as cotas podem criar novas resistências em governos que se dizem incapazes de lidar com tal quantidade de pessoas. /REUTERS e EFE

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