EFE/STEPHANIE LECOCQ
EFE/STEPHANIE LECOCQ

União Europeia estuda bloquear estrangeiros por 30 dias contra coronavírus

Proposta de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, será discutida por líderes do bloco nesta terça, 17

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 17h26

A União Europeia (UE) estuda restringir a entrada de estrangeiros no continente para diminuir o ritmo de expansão do coronavírus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs que a UE estabeleça restrições de viagem pelo período inicial de 30 dias. 

A proposta deve ser analisada pelos líderes dos 27 países-membros em uma videoconferência marcada para esta terça-feira, 17. A Comissão Europeia, que Ursula preside, é o órgão executivo do bloco e implementa as legislações aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE. 

O anúncio do plano de contingência ocorre quase uma semana após um bloqueio nacional ser implementado na Itália, país com o maior número de infecções e mortes, atrás apenas da China. A Espanha tomou medida similar neste fim de semana, enquanto outros países europeus têm tomado medidas locais que incluem fechamentos parciais de fronteiras. 

“Quanto menos viagens, mais conseguimos conter o vírus”, disse a presidente da Comissão Europeia. A proposta é que o bloqueio tennha efeito limitado e permita o fluxo de remédios e profissionais da área de saúde. “Equipes essenciais, como médicos, enfermeiras, cuidadores, pesquisadores e especialistas que ajudarem a combater o coronavírus devem continuar a serem aceitos na UE.”

Exceções também podem ser feitas a pessoas que têm residência permanente nos países da UE, trabalhadores em regiões de fronteira e diplomatas. Embora o Reino Unido tenha deixado o bloco, britânicos não seriam incluídos no bloqueio. 

O plano ainda inclui áreas de circulação rápida para o transporte de medicamentos e mercadorias essenciais. Representantes da UE disseram que o objetivo é evitar congestionamentos e filas nas regiões de fronteira e, ao mesmo tempo, manter as economias europeias funcionando enquanto a pandemia é combatida. 

Segundo o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a ideia é “reduzir movimentos desnecessários, mas ao mesmo tempo garantir o fluxo de mercadorias e bens, para que possamos garantir o máximo possível a integridade do mercado comum”. / AP

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