Reprodução/AFP
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União Europeia impõe novas sanções à Síria

Oficiais europeus expressaram descontentamento com missão de paz de Annan

AE, Agência Estado

14 Maio 2012 | 10h44

BRUXELAS - A União Europeia (UE) decidiu impor novas sanções à Síria nesta segunda-feira, 14, por causa da contínua violência no país, apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde 12 de abril.

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As sanções, definidas em uma reunião de ministros de Relações Exteriores da UE, incluem a proibição de viagens e o congelamento de bens de três pessoas e duas entidades ligadas ao regime do presidente sírio Bashar Assad, segundo um diplomata. Detalhes das medidas só serão divulgados amanhã.

Ao mesmo tempo, oficiais europeus expressaram frustração com a falta de resultados concretos da missão de observadores da ONU enviada à Síria. A missão e o cessar-fogo fazem parte de um acordo de paz proposto pelo mediador internacional para o conflito sírio, o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan.

Para o chanceler belga, Didier Reynders, a missão está demorando muito para apresentar resultados e já está na hora de retomar o diálogo sobre a criação de um corredor para a chegada de ajuda humanitária à Síria, com a presença de militares.

"Nós apoiamos a missão de Kofi Annan, mas está começando a passar tempo demais sem qualquer tipo de cessar-fogo. Então, tenho certeza que precisamos fazer mais e, talvez, voltaremos ao corredor humanitário", disse Reynders.

Já o secretário de Estado de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, disse que está claro que o cessar-fogo não está sendo implementado e que continua a haver "assassinatos, torturas e abusos na Síria".

Antes disso, Catherine Ashton, representante de política externa da União Europeia, afirmou que "a continuidade da violência é espantosa", mas ressaltou também que a UE continuaria a apoiar Annan "pelo tempo que ele considerar necessário".

Em comunicado, a UE disse que o plano de Annan "não é uma oferta ilimitada" e apelou aos grupos de oposição na Síria que "deixem suas diferenças de lado e cheguem a um acordo de princípios em comum".

Os comentários foram feitos depois do que parece ter sido o mais violento confronto entre forças do governo sírio e combatentes rebeldes desde o início do cessar-fogo. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres, o embate causou a morte de 23 soldados sírios na conturbada cidade de al-Rastan, a norte de Homs, palco de boa parte da violência na Síria.

O conflito na Síria teve início em março do ano passado com um levante popular que exige a saída de Assad, cuja família governa o país há mais de quatro décadas.

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