União Europeia indicia 2 por tráfico de rins em Kosovo

Jonathan Ratel, um procurador da União Europeia (UE) em Kosovo, indiciou um cidadão turco e outro israelense por envolvimento em uma rede internacional de tráfico de órgãos, a qual enganava pessoas com a promessa de dinheiro em troca de seus rins. A missão europeia na ex-província da Sérvia, chamada Eurolex, indiciou o turco Yusuf Sonmez e o israelense Moshe Harel, os quais foram acusados de "tráfico de pessoas, de órgãos humanos, de crime organizado e da prática ilegal da medicina". A polícia internacional, a Interpol, deverá cumprir um mandado de captura dos dois, que estão foragidos.

AE, Agência Estado

13 de junho de 2011 | 15h20

Os indiciamentos fazem parte de uma investigação mais ampla, que surgiu após várias denúncias de que uma clínica clandestina, operada na periferia de Pristina, extraía os órgãos das vítimas, que então eram implantados nos pacientes que compravam os rins.

Ratel, que levantou as acusações em 2010, disse que as vítimas recebiam a promessa de até US$ 20 mil por um dos rins, enquanto os compradores eram informados que precisavam pagar entre US$ 115 mil e US$ 143 mil pelo órgão. As vítimas eram escolhidas na Moldávia, Casaquistão, Rússia e Turquia, e todas vivem "na extrema pobreza ou em condições financeiras aflitivas". As leis de Kosovo, uma província da Sérvia que anunciou sua independência unilateral há poucos anos, proíbem a extração e o transplante de órgãos.

O caso começou a atrair a atenção das autoridades em 2008, quando a polícia de Kosovo recebeu a denúncia de um cidadão turco que afirmou que seu rim havia sido roubado. Desde então, sete kosovares, incluídos um médico e funcionários do Ministério da Saúde, foram indiciados e aguardam julgamento.

Sonmez e Harel foram indiciados separadamente, após investigadores da UE terem localizado Harel em Israel e um procurador da UE ter localizado e conversado com Sonmez na Turquia, no começo deste ano. Harel foi detido em 2008, mas as autoridades locais o libertaram em seguida, quando ele prometeu voltar à província balcânica para ser julgado no futuro. As informações são da Associated Press.

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