EFE/EPA/GEORGI LICOVSKI
EFE/EPA/GEORGI LICOVSKI

União Europeia adia decisão sobre imigrantes em meio a impasse

Países-membros se reunirão no fim do ano para discutir como dividir os solicitantes de asilo

O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 16h15

BRUXELAS - A União Europeia não conseguiu chegar a um consenso nesta segunda-feira sobre como distribuir 40 mil imigrantes que pediram asilo atualmente na Grécia e na Itália entre seus membros ao longo dos próximos dois anos, adiando a decisão até o fim do ano, disseram diplomatas do bloco.

Depois da morte de 700 pessoas num barco pesqueiro que rumava da Líbia para a Itália em abril, os líderes da UE pediram um acordo sobre um plano de realocação até o fim de julho, um movimento potencialmente divisionista em alguns países onde partidos e movimentos populistas de extrema-direita contrários à UE estão ganhando terreno.

Uma sessão especial com os ministros do Interior da UE foi convocada para quebrar um impasse dentro dos 28 países da UE sobre como dividir os refugiados de uma forma equitativa ao longo dos próximos dois anos.

A reunião ocorreu em meio a críticas de que qualquer solução para o número abaixo de 40 mil seria insuficiente para conter a crise de imigrantes deste ano.

Os ministros de Assuntos Internos do bloco concordaram em respeitar as indicações da cúpula ao se comprometer com a realocação de 40 mil solicitantes de asilo que devem chegar à Grécia e à Itália nos próximos dois anos, mas os números exatos para cada Estado-membro serão definidos em outra reunião em dezembro.

Cerca de 150 mil imigrantes que fogem de guerras e da pobreza chegaram à Europa por via marítima do início do ano até agora, afirmou a Organização Internacional para as Migrações, a maioria deles na Itália e na Grécia, dois países já atingidos por uma longa crise econômica. Centenas de pessoas se afogaram nas travessias.

Um acordo é fundamental, já que a UE também precisa voltar sua atenção para o crescente número de requerentes de asilo que atravessam a península dos Bálcãs para chegar à Europa Central.

A Hungria recebeu o maior número de pedidos de asilo no primeiro trimestre na UE, de acordo com dados do bloco, e iniciou a construção de uma cerca de segurança ao longo da fronteira com a Sérvia para impedir a entrada de imigrantes ilegais.

"Estamos quase lá", disse o comissário de Migração da UE, Dimitris Avramopoulos, em entrevista coletiva no fim da reunião extraordinária. "Estou decepcionado, mas foi um passo importante", disse ele. / REUTERS

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