EFE/EPA/HAYOUNG JEON / POOL
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União Europeia não reconhece resultado das eleições na Bielo-Rússia

Anúncio foi feito pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel, na manhã desta quarta-feira, 19

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 10h55

BERLIM - A União Europeia anunciou nesta quarta-feira, 19, que não reconhece o resultado das eleições presidenciais na Bielo-Rússia. DO anúncio foi feito pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que sinalizou que novas sanções vão ser adotadas contra o país do leste europeu.

"Para nós, não há dúvida de que se produziram violações massivas do Estado de direito nas eleições", disse Merkel, que ainda afirmou que o pleito não foi "nem livre nem justo" e que a UE está "do lado dos manifestantes pacíficos".

"[A UE] apoia com firmeza o direito do povo bielo-russo determinar seu futuro e se dispõe a aplicar em breve sanções contra um número substancial de responsáveis pelo regime", acrescentou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

"Para nós, não há dúvidas de que se produziram violações massivas do Estado de direito nas eleições", disse Merkel a jornalistas, durante a cúpula extraordinária da UE iniciada nesta quarta, que discute uma possível extensão a outras autoridades bielo-russas das sanções já adotadas na semana passada após a repressão às manifestações.

A decisão do bloco em aceitar o resultado das eleições atende ao pedido feito por Svetlana Tikhanovskaya, líder da oposição, que pediu nesta quarta que os demais países do continente rejeitássem os resultados da eleição presidencial, a qual classifica como "fraudulenta".

Lukashenko foi declarado vencedor, com mais de 80% dos votos, mas durante o processo eleitoral, perseguiu a oposição de forma implacável, retirando três candidatos da oposição da disputa - dois foram presos e um fugiu para o exílio. Tikhanovskaya virou a líder da oposição unificada após assumir a vaga do marido, Serguei Tikhanovski, ser preso.

Após a divulgação do resultado oficial, manifestações eclodiram pelo país, sendo duramente reprimidas pelo governo. Nesta quarta, os protestos chegaram ao 10º dia com mortes de manifestantes confirmadas e milhares de ativistas presos./ AFP

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