União Europeia propõe novas sanções ao Irã, diz diplomata

Intenção é aprofundar as restrições já tomadas em resolução do Conselho de Segurança da ONU

Agência Estado

14 de junho de 2010 | 14h33

LUXEMBURGO - Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia (UE) propuseram nesta segunda-feira, 14, novas sanções do bloco europeu contra o Irã, com a intenção de aprofundar as restrições já tomadas em resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção é pressionar o Irã por causa de seu programa nuclear, informou um diplomata pedindo anonimato.

 

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As medidas, que também abrangem a indústria de petróleo e gás, afetando os transportes, o setor bancário e o de seguros, devem seguir para um encontro de líderes da União Europeia em Bruxelas, na próxima quinta-feira, para a aprovação final. Os chanceleres, que se encontraram em Luxemburgo, afirmaram que o bloco tentará proibir novos investimentos no Irã, bem como transferência de tecnologias, equipamentos e serviços.

 

O Irã tem a segunda maior reserva de gás do mundo. Também é o segundo maior exportador de petróleo entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). As grandes companhias do setor de energia têm sofrido pressão por causa de suas atividades no país persa.

 

Na última quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma quarta rodada de sanções contra Teerã. A resolução autoriza inspeções em embarcações suspeitas de levar materiais proibidos ao Irã, além de acrescentar 40 entidades a uma lista de pessoas e grupos sujeitos a restrições e sanções financeiras no país.

 

O Irã afirma que seu programa nuclear tem apenas fins civis. Já para Israel e potências lideradas pelos Estados Unidos, o país busca secretamente produzir armas nucleares. As informações são da Dow Jones.

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