União Européia reforça crítica à eleição na Ucrânia

A União Européia redobrou a pressão para que o governo da Ucrânia reveja o resultado da eleição presidencial de domingo, sob suspeita de fraude. O premier holandês, Jan Peter Balkenende, falando em nome dos 25 países da UE, telefonou para o atual presidente ucraniano, LeonidKuchma, para dizer que duvida que o resultado eleitoral "reflita a vontade do eleitorado ucraniano". O ministro de Exterior da Alemanha, Joschka Fischer, pediu que as "correções necessárias" sejam feitas no processo de apuração dos votos e a França expressou "sérias dúvidas" sobre os resultados. O chanceler britânico Jack Straw, por sua vez, disse que o pleito não pareceu "nem livre, nem justo".O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi o único a enviar congratulações ao candidato que segue oficialmente na frente, Viktor Yanukovych. Putin disse que as críticas internacionais são "inadmissíveis", porque a apuração ainda não está encerrada, e que a Ucrânia "não precisa ouvir sermões".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.