União Européia suspende sanções contra Líbia

A União Européia pôs fim hoje a 12 anos de sanções contra a Líbia e relaxou o embargo de armas como forma de recompensar a nação do Norte Africano por desistir do desenvolvimento de armas de destruição em massa. "Este é o ponto de virada em nossas relações com a Líbia", disse o francês Claudie Haignere, ministro de Assuntos Externos. As sanções foram impostas em 1992 para forçar o governo de Trípoli a entregar acusados por ataques terroristas nos anos 80. No ano seguinte, o embargo foi estendida para que o país não pudesse mais movimentar contas no exterior. A diplomacia européia age agora em conformidade com a decisão das Nações Unidas, que no ano passado também aboliu sanções contra a Líbia. Em abril deste ano, os EUA também suspenderam a maioria de suas sanções comerciais. Entre o bloco europeu e o país africano, resta porém a tensão residual em torno da condenação, por um tribunal da Líbia, de cinco enfermeiros búlgaros e um médico palestino acusados de deliberadamente contaminar 400 crianças com o vírus HIV. Grupos de direitos humanos alegam que a história foi contada para esconder procedimentos questionáveis em hospitais e clínicas do país. A Bulgária tem laços fortes com a UE e se tornará membro permanente do bloco em 2007. Tanto europeus como americanos mostram muito empenho em manter relações diplomáticas plenas com a Líbia. O país é dono de ricas reservas de petróleo e ainda se põe como rota de imigração ilegal rumo à Europa.

Agencia Estado,

11 Outubro 2004 | 13h20

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