Unicef anuncia queda na mortalidade de crianças; África preocupa

O esforço global para promover avacinação infantil, a amamentação e as medidas antimaláriaajudaram a reduzir a mortalidade de crianças abaixo de 5 anosem 23 por cento desde 1990, disse o Unicef. Grandes avanços na China e na Índia ajudaram a baixar ataxa mundial de mortalidade infantil, mas os índices aindaforam bem altos em amplas regiões da África ao sul do Saara,mostraram os números do Fundo das Nações Unidas para aInfância. De acordo com o Unicef, em 2006 morreram 9,7 milhões decrianças com menos de 5 anos no mundo todo. Quase metade dototal de mortes, 4,8 milhões, aconteceu na África subsaariana,disse Peter Salama, chefe de saúde global do fundo. Ele salientou que as guerras e o vírus da Aids impediramque houvesse mais avanços na África. "Há progressos no geral na redução da mortalidade, mas éevidente que 9,7 milhões de crianças morrendo todo ano é umacoisa totalmente inaceitável", afirmou a diretora-executiva doUnicef, Ann Veneman, numa entrevista por telefone naquarta-feira. No mundo todo, a taxa de mortalidade para crianças commenos de 5 anos foi, em 2006, de 72 por mil nascidos vivos.Segundo Salama, dois terços das mortes de crianças no mundopoderiam ser evitadas com as medidas de saúde já disponíveis. "Pela primeira vez estamos abaixo dos 10 milhões", afirmouSalama. "Pode ser um marco -- que tenhamos um declínio drásticoa partir de agora." Em 1960, morreram 20 milhões de crianças. Entre as principais causas de morte estão a pneumonia, aprematuridade e defeitos congênitos, a diarréia, a malária, aAids e o sarampo. A melhora na situação foi atribuída pelo Unicef a váriascampanhas de saúde pública, como a vacinação contra o sarampo eoutras doenças, a suplementação com vitamina A e o incentivo aoaleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Nos países industrializados, a taxa de mortes abaixo de 5anos ficou em 6 para cada mil nascidos vivos. Na África, nasregiões oeste e central, a proporção foi de 186 mortos por milnascidos vivos. O Unicef destacou a melhora na taxa de mortalidade daAmérica Latina e do Caribe, no Leste Europeu e na EuropaCentral, em partes da Ásia e nos países da ex-União Soviética.Entre os países que mais melhoraram estão Marrocos, Vietnã,República Dominicana, Madagascar e São Tomé e Príncipe.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.