Unicef diz que 384 crianças morreram na Síria em 11 meses

Número é divulgado em meio a forte escalada na violência no país árabe; regime matou 50 desde quinta, acusa oposição

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2012 | 03h05

O Fundo das Nações Unidas para a Criança (Unicef) divulgou ontem mais um número alarmante sobre a crise na Síria: em 11 meses de protestos contra a ditadura de Bashar Assad, 384 crianças foram assassinadas. Ontem, a violência voltou a se intensificar e os integrantes do Conselho de Segurança da ONU reuniram-se a portas fechadas para discutir o caso.

Grupos sírios de oposição afirmam que mais de 50 pessoas morreram nos últimos dois dias por causa da repressão de Damasco. Os piores confrontos ocorreram na cidade de Homs, onde, segundo relatos e vídeos postados na internet, forças de Assad abriram fogo contra prédios residenciais e manifestantes, deixando corpos ensanguentados pelo caminho.

O líder dos observadores da Liga Árabe enviados à Síria, o general sudanês Mohamed Ahmed al-Dabi, confirmou ter havido uma "escalada muito forte" na violência nos últimos dias.

Imagens colocadas por ativistas no YouTube mostram cenas de terror. Em um vídeo, é possível identificar os cadáveres de cinco crianças, cinco mulheres e um homem no bairro de Karm el-Zaytoun, de Homs. O narrador afirma que a família foi "massacrada".

Não é possível comprovar a autenticidade das imagens, uma vez que o regime de Assad restringe a entrada de jornalistas. O Irã, principal aliado de Damasco, anunciou ontem que 11 cidadãos iranianos foram capturados na Síria. Eles fariam parte de um dos vários grupos de peregrinos que anualmente visitam templos xiitas em território sírio. / REUTERS

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