Unicef vê avanços na saúde de crianças no mundo

Os avanços na disseminação doaleitamento materno e o combate ao sarampo e à maláriamelhoraram a saúde das crianças no mundo todo, mas ainda hámuitas delas nos países em desenvolvimento que não têm o quecomer, afirmou o Unicef. O Fundo das Nações Unidas para a Infância divulgou no fimde semana um relatório sobre a saúde infantil no mundo, em queforam registrados pontos positivos, embora alguns problemaspersistam, como na África subsaariana. "Estamos observando progresso significativo em váriasáreas, em diversas regiões do mundo", disse Alan Court, chefede programas do Unicef. "Há muito a fazer." O Unicef afirmou em setembro que as mortes anuais globaisde crianças de até 5 anos caíram pela primeira vez em 2006abaixo da marca de 10 milhões --foram de 9,7 milhões, numaredução de 60 por cento em relação a 1960. Cada vez mais mulheres estão seguindo a orientação deamamentar exclusivamente seus bebês nos seis primeiros meses devida. Cerca de 27 por cento dos bebês nos países emdesenvolvimento estão sob aleitamento exclusivo, segundo orelatório. Há uma década, o índice era de 33 por cento. Na Áfricasubsaariana, a taxa foi de 30 por cento -- há uma década, erade 22 por cento. De acordo com o documento, o aleitamento materno podeevitar 13 por cento das mortes de crianças de até 5 anos nospaíses em desenvolvimento. Os países sujeitos à malária ampliaram o uso dosmosquiteiros dedetizados sobre as camas das crianças. Muitospaíses têm hoje o triplo de camas com o dispositivo emcomparação com 2000, disse o relatório. Court também citou números divulgados na semana passadamostrando uma redução de 91 por cento do sarampo na Áfricaentre 2000 e 2006, devido à vacinação das crianças. A suplementação com vitamina A quadruplicou entre 1999 e2005, e o índice de crianças abaixo do peso caiu de 32 para 27por cento no mundo em desenvolvimento desde 1990. No entanto,ainda há 143 milhões de crianças de até 5 anos subnutridas nomundo, mais de metade no sul da Ásia. Mais de 500 mil pessoas morrem por ano em decorrência decomplicações do parto e da gravidez -- cerca de metade naÁfrica subsaariana.

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