Unidade do movimento estudantil chileno é quebrada

O coeso movimento estudantil chileno, que há três semanas vem estremecendo o governo e o país, começa a apresentar fissuras. Os líderes da revolta de estudantes secundaristas, que ocuparam escolas e paralisaram aulas, debateram nesta quinta-feira se aceitavam ou não a oferta da presidente Michelle Bachelet de integrar um comitê, formado por 73 pessoas, que estudará reformas ao criticado sistema educacional."Temos que resolver todos os aspectos relativos à comissão, ver como nos integraremos a ela, se é que iremos nos integrar a ela... Hoje será decisivo", disse o porta-voz estudantil Juan Carlos Herrera.Retorno das aulasNo entanto, mesmo antes de conhecer a oferta oficial, milhares de estudantes retornaram hoje às aulas e nas últimas horas os jovens liberaram cerca de 500 escolas que haviam ocupado há vários dias.A liderança estudantil exigiu da presidente 50% mais uma das vagas do comitê, mas Bachelet apenas subiu sua oferta de 12% para fechá-la em 17%. A partir dai, os cerca de 600 mil estudantes do ensino público se dividiram.Mesmo assim, com suas manifestações e paralisações, os estudantes conseguiram uma promessa da presidente de aumentar em US$ 193 milhões o orçamento para a educação neste e no próximo ano.

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