AP Photo/Andrew Welsh-Huggins
AP Photo/Andrew Welsh-Huggins

Estudante somali é morto após ferir 9 em universidade nos EUA

Segundo autoridades e testemunhas, ele jogou seu carro contra um grupo de pedestres no câmpus e, depois, atacou outras vítimas com uma faca antes de ser morto por disparos da polícia

O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2016 | 13h50

(Atualizada às 19h27) COLUMBUS, EUA - Um estudante de origem somali foi morto nesta segunda-feira, 28, na Universidade Estadual de Ohio após ferir nove pessoas. Segundo autoridades e testemunhas, ele jogou seu carro contra um grupo de pedestres no câmpus e, depois, atacou outras vítimas com uma faca antes de ser morto por disparos da polícia. 

Ao ser questionado se o incidente tratou-se de um ataque terrorista, o chefe de polícia de Columbus, Kim Jacobs, afirmou que os investigadores consideravam essa possibilidade, entre outras. A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama havia recebido as informações oficiais e estava acompanhando o caso. O FBI (polícia federal americana) ajuda nas investigações.  

A rede de TV CBS, citando um agente federal, afirmou que o suspeito havia sido identificado como um jovem de ascendência somali de cerca de 20 anos. Autoridades policiais citadas pela NBC, no entanto, indicaram que se tratava de um estudante de 18 anos da universidade identificado como Abdul Razak Ali Artan. Ele seria um refugiado somali com residência legal permanente nos EUA. 

Inicialmente, a universidade havia emitido um alerta segundo o qual havia um “atirador ativo” no câmpus. Mas, na verdade, o agressor subiu no meio-fio com o veículo com “o objetivo expresso” de atropelar várias pessoas, para depois sair e atacá-las indiscriminadamente com uma faca, informou em entrevista coletiva o representante da universidade, Ben Johnson. Duas pessoas também teriam sido levadas sob custódia, segundo a imprensa americana. 

Os feridos – nenhum corria risco de morte – foram transferidos a hospitais locais, segundo informou um porta-voz do Corpo de Bombeiros à NBC e ao canal local 10TV. 

O Departamento de Emergência da universidade anunciou pelo Twitter, duas horas depois do primeiro alerta, que o “cenário estava seguro” e os estudantes já poderiam sair dos locais onde tinham se abrigado. As aulas, porém, foram suspensas para o dia.

As imagens ao vivo das emissoras locais mostraram uma grande presença de policiais e ambulâncias no câmpus. Outras escolas da região também entraram em alerta por precaução.

O governador de Ohio, John Kasich, se pronunciou sobre o fato em sua conta no Twitter. “Os pensamentos e orações de Ohio vão para a comunidade da universidade. Estejam a salvo, ouçam os serviços de emergência”, escreveu. 

Testemunhas. “Estava em meu quarto me preparando para ir para a aula quando escutei cinco ou seis disparos e, logo em seguida, sirenes”, contou o estudante Steven Yukker ao canal MSNBC. Ele afirmou ter visto da sua janela um corpo estendido no chão, que depois foi coberto. 

Nicole Kreinbrink, também estudante, contou que caminhava por uma rua do câmpus quando viu o carro atropelar um grupo de pessoas. “Um policial foi ferido e quando corri para vê-lo notei que ele estava muito mal e quis ajudá-lo. Todo mundo corria, gritava e uma das meninas me disse “levante-se, levante-se”. E então comecei a correr com elas”, contou. 

A Universidade Estadual de Ohio é uma das maiores dos Estados Unidos com cerca de 60 mil estudantes. Seu câmpus principal fica em Columbus, capital do Estado. / EFE, AP, AFP

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