Universidade de Oxford recebe doação milonária de ex-estudante

Valor doado por empresário equivale a R$ 236,3 mi e ajudará jovens com poucos recursos

Efe,

12 de julho de 2012 | 01h15

LONDRES - A Universidade de Oxford recebeu uma doação recorde de 75 milhões de libras (R$ 236,3 milhões) de um antigo estudante, informou a instituição britânica nesta quarta-feira, 11. A doação, que será usada para ajudar jovens com poucos recursos, foi realizada pelo empresário e ex-jornalista Michael Moritz e sua esposa, a romancista Harriet Heyman. O valor é o maior já dedicado a estudantes na Europa.

 

Cerca de cem estudantes receberão, cada um, 11 mil libras (R$ 34,6 mil) para custear matrícula e manutenção durante o ano letivo de 2012. A doação coincidiu com o aumento das taxas universitárias na Inglaterra, que giram em torno de 9 mil libras anuais (R$ 28,3 mil). O dinheiro doado vai ser empregado em um programa de bolsas de estudos no valor de 300 milhões de libras (R$ 945,3 milhões), que tem como objetivo ajudar estudantes cujas famílias tem receita menor que 16 mil libras (R$ 50,4 mil) por ano.

 

Durante a apresentação da bolsa de estudos, Moritz, que mora em São Francisco, nos Estados Unidos, disse que o objetivo da iniciativa é assegurar que "cada professor ao longo do Reino Unido entenda que não há obstáculos para nenhum de seus alunos na hora de obter uma vaga em Oxford". "Agora já não há barreiras econômicas entre nenhum estudante e a Universidade", afirmou o empresário americano de origem galesa, que é o fundador de um fundo de capitais que financiou grandes empresas tecnológicas do Vale do Silício (Califórnia) como Apple, Google e YouTube.

 

Moritz, que se graduou em Oxford em 1976 no curso de história da arte, revelou que por trás da doação há uma razão pessoal. "Não estaria aqui se não fosse pela generosidade de estranhos", disse o empresário, cujo pai teve a oportunidade de estudar em um bom colégio em Londres graças a uma bolsa de estudos "depois de perder tudo" na Alemanha nazista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.