Uribe admite trocar reféns por não-extradição de membro das Farc

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe,disse na quinta-feira que está disposto a suspender aextradição de um integrante das Farc para facilitar alibertação de cerca de 40 reféns em poder da guerrilha. O presidente fez o anúncio numa cerimônia oficial, mas nãodeu detalhes nem identificou o guerrilheiro em questão. Eleaproveitou para reiterar a existência de garantias e benefíciosjudiciais para membros das Forças Armadas Revolucionárias daColômbia que desertem ou soltem reféns. "Há pouco tempo me disse uma diretora do DAS [serviço desegurança] que havia recebido uma ligação onde um indivíduo dasFarc lhe dizia: se o presidente se comprometesse, por meio daDAS, a não extraditar um fulano das Farc, então eles iam buscara libertação imediata dos sequestrados", contou Uribe. "Eu disse à sra. diretora do DAS: mande-lhes esta carta. Euassumo o compromisso. Diga-lhes que sim, que nos comprometemosa não extraditar essa pessoa. Mas que se faça a libertação dossequestrados", disse ele. As Farc querem trocar cerca de 500 guerrilheiros presos porum grupo de 40 reféns "estratégicos", alguns deles sequestradoshá mais de dez anos. Mas governo e guerrilha não se entendemnem sobre como iniciar uma negociação nesse sentido. Uribe, que tem apoio militar dos EUA no combate àguerrilha, se recusa a desmilitarizar uma área de 780quilômetros quadrados na selva para as negociações, como exigemas Farc. A guerrilha está enfraquecida devido à morte de váriosdirigentes seus em ataques ou traições nos últimos meses, alémda deserção de centenas de integrantes. Em março, um enfartematou o fundador da organização marxista, Manuel Marulanda, oTirofijo.

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