Uribe condena execuções na fronteira com Venezuela

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, condenou hoje os assassinos dos homens executados na fronteira com a Venezuela e afirmou que o ocorrido mostra que "o terrorismo é internacional, que não tem fronteiras", ao mesmo tempo em que expressou confiança de que "haverá ações eficazes por parte das autoridades venezuelanas para levar ao cárcere todos os terroristas".

AE-AP, Agencia Estado

25 de outubro de 2009 | 20h48

Um conflito entre facções colombianas causou a morte de dez homens, informou hoje o ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizalez. Os homicídios ocorreram em meio às crescentes tensões entre Venezuela e Colômbia, com acusações em torno da idoneidade dos esforços venezuelanos para vigiar seu território e impedir o fluxo da cocaína colombiana.

Os corpos foram encontrados no Estado de Tachira, ao oeste do país. As autoridades acreditam que os homens, em sua maioria colombianos, faziam parte de um grupo de 12 pessoas que foram sequestradas no dia 11 de outubro.

No passado, as autoridades em Bogotá acusaram a Venezuela de permitir que as guerrilhas colombianas de esquerda se refugiassem no território venezuelano. O governo de Hugo Chávez fez um protesto formal ontem, depois que o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, afirmou estar preocupado com a grande quantidade de aviões que passam sem problemas pelo território venezuelano carregados de cocaína colombiana.

Hoje, Chávez fez duras críticas a Silva, dizendo "crer que ele, no mínimo, é um retardado mental e está seguindo instruções do império". O presidente venezuelano afirma que a Colômbia e os Estados Unidos estão tentando usar o assunto das drogas para desacreditar injustamente seu governo.

Em nota de protesto, a Venezuela afirmou que "esta atitude cínica e desrespeitosa contra nosso país pretende esconder a realidade do fracasso contra a luta antidrogas do atual governo colombiano, como forma de justificar a entrega do solo colombiano para a instalação de bases militares dos Estados Unidos".

As informações são da Associated Press.

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