Uribe considera que foi inocente ao aceitar proposta das Farc

Depois de se irritar com a manifestação de cerca de 500 familiares dos reféns na Praça Bolívar, na terça-feira, o presidente colombiano Álvaro Uribe considerou que seu governo foi inocente ao aceitar a proposta de acordo humanitário das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)para estabelecer uma zona de encontro para a libertação dos seqüestrados pela guerrilha.O presidente disse à Rádio Cadena Nacional que a condição para tentar o pacto consistia em que não houvesse guerrilheiros armados nem polícia nas localidades de Pradera eFlorida, locais onde seria feito o encontro, no sudoeste do país. Mas, após as Farc levaram a proposta ao governo, que a aceitou com inocência, segundo Uribe, os guerrilheiros não mais a aceitaram pois disseram que ela não tinha chegado a eles."Buscar esse acordo humanitário, em meio a ações terroristas, é simplesmente andar para trás e voltar a entregar o país às Farc", disse Uribe.Na sexta-feira, um dia após o atentado com carro-bomba em um complexo militar do norte de Bogotá que feriu 23 pessoas, Uribe suspendeu as negociações com a guerrilha para a troca de três americanos e 62 personalidades política, militar, policial por cerca de 500 guerrilheiros presos no país, e disse que resgataria os reféns a força. Isso gerou muitos protestos por parte dos familiares. "Estávamos prontos. Eu não temia a negociação, mas temia que a paz não fosse obtida e que retrocedêssemos em segurança, e isso não podemos permitir. Agora, minha percepção é que, mais que resultados de segurança, o povo reivindica determinação na política de segurança", afirmou o presidente.

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