Uribe declara "estado de emergência" na Colômbia

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe Vélez, decretou na madrugada desta segunda-feira o ?estado de emergência? para tentar conter a onda de violência patrocinada por rebeldes e paramilitares em todo o país. Nos últimos cinco dias, pelo menos 115 pessoas morreram. O "estado de emergência? entrou em vigor a partir da meia-noite desta segunda-feira (2h00, pelo horário de Brasília) durante 90 dias, e prorrogáveis por um período igual se o presidente achar conveniente, segundo a Constituição. Com implantação do ?estado de comoção interior?, como também é chamado o ?estado de emergência?, criado na Constituição de 1991, o governo instituiu o pagamento de um imposto especial para financiar a luta contra os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), do Exército de Libertação Nacional (ELN) e os paramilitares, declarou a ministra da Defesa, Martha Lucía Ramírez. O imposto entra em vigor no mês de outubro e taxará em 1,2% os colombianos com patrimônio igual ou superior a US$ 57 mil. Ao explicar os motivos que levaram o governo a implantar essas medidas, o ministro do Interior e Justiça, Fernando Londoño, disse que "nestes momentos excepcionais, as medidas são fáceis de compreender e foram amplamente previstas e dispostas no decreto de estado de emergência". A ministra Ramírez salientou que o decreto deve arrecadar cerca de US$ 780 milhões para fortalecer o Exército e a Polícia na luta contra os grupos armados. Durante a posse do presidente Uribe, no último dia 7, dois atentados mataram 21 pessoas e foguetes foram lançados contra a sede do governo colombiano em Bogotá.

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