Uribe defende acordo militar colombiano com Washington

A Colômbia nunca foi um país agressor dos seus vizinhos e o que procura com um novo acordo militar com os Estados Unidos é uma colaboração "prática" contra a violência interna que sofre, afirmou hoje o presidente do país, Alvaro Uribe. As declarações de Uribe foram publicadas pela revista "Ahora" e fazem parte de uma entrevista feita em 26 de julho, antes que o Chile e o Brasil mostrassem preocupações com a negociação entre os governos de Washington e Bogotá, que tem como objetivo permitir o uso de bases colombianas por militares americanos.

AE-AP, Agencia Estado

31 de julho de 2009 | 19h46

Não obstante, desde meados de julho o presidente venezuelano Hugo Chávez e seu colega equatoriano, Rafael Correa, criticam as negociações entre EUA e Colômbia, por considerar que se houver um pacto poderá haver uma desestabilização regional. A esse respeito, Uribe disse que "como nós dissemos, este acordo com os EUA pode ser chamado de uma fase melhorada do Plano Colômbia", ou o pacote de ajuda antidrogas e contra a guerrilha que Washington entrega a Bogotá desde 2000 e ao qual já destinou mais de US$ 6 bilhões.

"A Colômbia nunca foi um país agressor da comunidade internacional, ela recebe agressão do terrorismo interno", disse Uribe. "Nosso grande problema é o terrorismo interno, essa é a razão da nossa luta e nestas relações internacionais precisamos ser pacientes", acrescentou Uribe, ao ser consultado sobre o que pensa fazer sobre as crises da Colômbia com a Venezuela e o Equador. Uribe não nomeou nenhuma nação e nenhum dirigente de maneira particular.

Bogotá negocia com os EUA um acordo que dará acesso aos militares norte-americanos às bases colombianas durante dez anos. Eles poderão operar em pelo menos três bases. O governo de Uribe ressalta que as operações se restringem ao uso do território colombiano e que não são bases norte-americanas, mas sim que pessoal militar dos EUA que usará instalações militares colombianas. Há mais de uma década a Colômbia mantém uma estreita cooperação com os EUA na luta contra as drogas, limitada a uma presença de 1.400 empregados do Departamento de Defesa dos EUA e subcontratados na Colômbia. Segundo os colombianos, esse número não será alterado com o novo acordo.

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