Mauricio Dueñas Castañeda / EFE
Mauricio Dueñas Castañeda / EFE

Uribe diz que três líderes foragidos das Farc participarão do Foro de São Paulo

Ex-presidente colombiano afirma que trio estará em Caracas junto aos também ex-guerrilheiros Rodrigo Granda e Carlos Antonio Lozada; evento será realizado de sexta a domingo na capital venezuelana

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2019 | 07h04

BOGOTÁ - O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe denunciou na quarta-feira, 24, que três líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) considerados foragidos no país estão em Caracas, capital da Venezuela, para participar da próxima edição do Foro de São Paulo, que começa nesta sexta.

"Por que não dizem ao país onde estão Iván Márquez, (Jesús) Santrich, e "El Paisa" (apelido de Hernán Darío Velásquez), quem eles são e que hoje estão no Foro de São Paulo em Caracas? Digo isso porque há informações sérias sobre esse assunto", afirmou Uribe em discurso durante um evento para discutir a democracia na Colômbia.

A próxima edição do Foro de São Paulo será realizada de sexta a domingo na capital venezuelana. A expectativa é de que o evento reúna mais de 800 participantes, entre eles integrantes de partidos de esquerda e movimentos sociais da América Latina.

Uribe afirmou que os três líderes das Farc estarão em Caracas junto aos também ex-guerrilheiros Rodrigo Granda e Carlos Antonio Lozada, que foram autorizados pela Justiça Especial para a Paz (JEP) a sair do país para participar do evento.

Santrich, Iván Márquez e "El Paisa" fazem parte de um grupo de comandantes da antiga guerrilha que estão foragidos há meses, o que multiplicou os rumores de que eles teriam se unido à dissidência das Farc na Colômbia.

Márquez foi o chefe da equipe de negociação das Farc no acordo de paz com o governo colombiano. Santrich também fez parte do grupo. Ambos deveriam assumir uma cadeira no Congresso, como integrantes do partido político fundado pela ex-guerrilha.

Santrich está foragido desde 29 de junho, quando despistou a equipe que fazia sua segurança durante visita a um acampamento de ressocialização dos ex-guerrilheiros no departamento de Cesar, no norte da Colômbia.

Antes disso, ele permaneceu 416 dias preso após ser acusado pelo governo dos Estados Unidos de ter conspirado para enviar 10 toneladas de cocaína ao país depois da assinatura do acordo de paz com o governo colombiano.

Márquez alegou falta de garantias por parte da Colômbia após a prisão de Santrich e se uniu a um grupo de ex-guerrilheiros que viviam em um acampamento de Miravalle, no departamento de Caquetá, sul do país. Pouco depois, o ex-líder das Farc desapareceu.

Outro que está foragido após passar pelo acampamento de Miravalle é "El Paisa", ex-comandante da coluna Teófilo Forero, divisão rebelde das Farc. As autoridades determinaram sua prisão no dia 5 de julho. / EFE

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