William Fernando Martínez/AP
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Uribe diz que se líderes das Farc não forem presos haverá mais violência na Colômbia

Ex-presidente colombiano escreveu em sua conta no Twitter que ‘não é a paz que está próxima’, mas sim a ‘entrega do país às Farc e à tirania da Venezuela’

O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2015 | 15h36

BOGOTÁ - O ex-presidente e senador colombiano Álvaro Uribe afirmou nesta quarta-feira, 23, que a não aplicação de penas de prisão para os líderes das Farc será um "exemplo para mais violência na Colômbia".

"Sem prisão para os líderes (das Farc) haverá a assinatura (de um acordo de paz) em Havana, mas um exemplo de mais violência para a Colômbia", escreveu Uribe em seu perfil oficial no Twitter.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, se reunirá nesta quarta-feira, 23, em Havana com o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", durante encontro dos negociadores de paz do governo e dos guerrilheiros, que há quase três anos buscam o fim do conflito armado no país. O líder cubano Raúl Castro também estará presente.

Em uma de suas mensagens divulgadas hoje, Uribe, um forte crítico das negociações de paz, reiterou que "não é a paz que está próxima" como afirmou Santos hoje. Para ele, o que se aproxima "é a entrega (da Colômbia) às Farc e à tirania da Venezuela".

Além disso, o ex-mandatário denunciou a atitude "servilista" de Santos na reunião que teve segunda-feira no Equador com seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, para discutir a crise que provocou o fechamento da fronteira conjunta.

"O servilismo em Quito, que deu as costas às famílias torturadas, tinha a clara intenção de avançar rumo à impunidade das Farc", concluiu Uribe. /EFE

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