AP Photo/Luis Benavides
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Uribe e opositores manifestam a Hillary e Trump suas preocupações com acordo de paz com Farc

Para uribistas, documento aceita que narcotráfico seja crime político, deixando os guerrilheiros ‘com o benefício da não extradição’

O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2016 | 14h37

BOGOTÁ - Membros do partido opositor colombiano Centro Democrático, entre eles o ex-presidente Álvaro Uribe, manifestaram suas "preocupações" aos candidatos à presidência dos EUA, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, pelos alcances do acordo de paz entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Hoje temos que apelar aos senhores para manifestar preocupações com o que acontece na Colômbia em razão dos denominados Acordos de Havana", afirmou em uma carta assinada também pelos pré-candidatos presidenciais do uribismo Ivan Duque, Carlos Holmes Trujillo e Óscar Iván Zuluaga.

Os uribistas acrescentam que, no acordo de Havana selado pelo governo colombiano e o grupo guerrilheiro, se aceita que o narcotráfico seja um crime político e "em consequência, os máximos responsáveis das Farc ficam com o benefício da não extradição".

A carta reitera que os membros das Farc poderão ser escolhidos para cargos públicos e que crimes como "massacres e sequestros não serão devidamente punidos".

Eles também asseguram que o ex-presidente colombiano César Gaviria anunciou que o presidente americano, Barack Obama, que pode conceder indultos de forma autônoma, o faria "em favor das pessoas das Farc, condenadas e hoje reclusas em prisões americanas por crimes graves como narcotráfico, terrorismo e sequestro de cidadãos americanos". / EFE

Veja abaixo: Colombianos festejam acordo de paz

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