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Uribe elogia atuação de Lula na busca de solução para conflito

''''Ele ajuda muito'''', afirma o presidente colombiano, destacando a ''''grande discrição'''' do brasileiro

AFP E EFE, O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2007 | 00h00

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está "ajudando muito" na busca por uma solução para o conflito interno em seu país. Segundo Uribe, Lula está lidando com o assunto de maneira discreta, diferentemente do líder venezuelano, Hugo Chávez, que até o mês passado atuava como mediador do acordo humanitário entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Lula ajuda muito, falamos sobre todos os temas e ele os maneja com uma grande discrição, por isso o admiro", declarou Uribe em entrevista ao jornal argentino Clarín.O presidente colombiano ainda aproveitou a ocasião para reafirmar o papel que seu governo vem desempenhando na questão dos seqüestrados do país. As Farc mantêm 45 reféns políticos que pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos - entre eles, a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt."Minha obsessão é libertar todos os seqüestrados e derrotar o terrorismo na Colômbia", disse. "Nada ganharíamos com a libertação dos seqüestrados se isso acentuar a capacidade dos terroristas de seqüestrar."Uribe, assim como Lula, esteve em Buenos Aires para a posse da presidente Cristina Kirchner, na segunda-feira. A cerimônia transformou-se em palco para diversas reuniões bilaterais centradas na libertação dos reféns das Farc. Ontem, o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, advertiu que a mobilização da comunidade internacional para conseguir a libertação de Ingrid pode ser prejudicial para a refém. "O que (os grupos de apoio) estão fazendo é elevar o valor de Ingrid Betancourt e provavelmente condená-la ao fato de que não possa ser libertada", disse Santos.GUERRILHEIROS EXTRADITADOSDois homens que se identificaram como agentes do FBI, a polícia federal dos EUA, ameaçaram extraditar duas rebeldes das Farc, presas desde o fim do mês passado por estarem com provas de vidas dos reféns da guerrilha. Segundo o portal de notícias colombiano Terra, os supostos agentes afirmaram que em dois meses as duas guerrilheiras seriam levadas aos EUA. O governo colombiano autorizou ontem a extradição de 16 colombianos e 1 venezuelano para os EUA por acusações de tráfico de drogas.

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