Uribe não acredita na ligação de militares em atentados de Bogotá

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse neste domingo que não existem provas contundentes que acusem os dois militares que supostamente teriam planejado falsos atentados terroristas antes de sua segunda posse presidencial. Ele pediu para a população manter a confiança na Polícia e na Segurança Democrática.Uribe disse também que será averiguado o vazamento para a imprensa local da investigação realizada pela Promotoria, e qualificou de muito grave a suposta pressão dos meios de comunicação para obter informação de funcionários.O presidente colombiano acrescentou que o que se conhece até o momento é que os militares estavam desenvolvendo trabalhos de inteligência para proteger a cidadania, e que não há provas de que se tratassem de "atividades delitivas".No entanto, Uribe reiterou que se as investigações gerarem provas contra os acusados, as medidas necessárias serão tomadas. Na quinta-feira passada foi divulgada uma notícia de que oficiais estavam envolvidos em "filmes" de atentados, para ganhar "pontos positivos" perante seus superiores ao "descobrir" explosivos e carros-bomba.Um destes veículos explodiu em uma rua do setor noroeste de Bogotá em 31 de julho na passagem de uma caravana de caminhões militares, e matou um homem de 52 anos e feriu outras 22 pessoas, 21 delas soldados.Pelo menos cinco dessas ações terroristas foram atribuídas a milicianos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e foram cometidas ou "detectadas" alguns dias antes da posse de Uribe, em 7 de agosto.O conselho de segurança deste domingo durou mais de oito horas e teve a participação do presidente Uribe, do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos; do ministro do Interior, Carlos Holguín Sardi, do procurador-geral, Mario Iguarán, e do procurador Edgardo MayaVillazón.Também participaram o comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León; o comandante do Exército, general Mario Montoya; o diretor de inteligência do Comando Geral das Forças Militares, general Jorge Enrique Parga; o diretor da Polícia Nacional, general Jorge Daniel Castro; o diretor da Dijín, general Oscar Naranjo e o diretor do Dás, Andrés Peñate.

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