Uribe pede a colombianos que derrotem o terrorismo nas urnas

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, instou nesta quinta-feira seus compatriotas a derrotar o terrorismo nas urnas no domingo, quando serão realizadas eleições legislativas no país. "O comparecimento em massa dos colombianos no próximo domingo às urnas é a melhor maneira de derrotar o terrorismo, de dizer às Farc que não há outro caminho a não ser se sentar e negociar", disse Uribe em Villavicencio, capital do departamento estado de Meta, no centro-leste do país. As declarações de Uribe foram feitas em um momento em que pelo menos um terço da Colômbia registra distúrbios, a três dias das eleições legislativas. Em Villaicencio, Uribe participou de um debate empresarial e insistiu que a única coisa que as Farc pretendem é desprestigiar a política de segurança do governo nacional. Segurança nas Eleições O governo colombiano mobilizou mais de 190 mil soldados para garantir a normalidade das eleições parlamentares do próximo domingo, após a tentativa de sabotagem das Farc com ataques que deixaram pelo menos 25 mortos. Os militares e policiais destacados representam quase a metade das forças de segurança do país, que nos anos recentes adotaram uma política de "Segurança Democrática", que os rebeldes desafiam por ocasião da atual conjuntura eleitoral. O projeto foi implantado por Uribe em agosto de 2002, com o objetivo de derrotar os grupos armados ilegais, fortalecendo as Forças Militares e policiais e contando com a cooperação dos cidadãos. O governo pôs em prática um vasto plano de segurança para as sedes de partidos políticos, candidatos ao Congresso e seções e caravanas eleitorais, que contam com segurança militar. O desafio é evidente pelo fato de serem 2.800 os políticos de várias legendas que disputarão as 268 cadeiras parlamentares, 102 do Senado e 166 da Câmara de Representantes, em jogo no próximo domingo. Para isso, a Organização Eleitoral colocou cerca de 75 mil mesas em 11 mil postos de votação, distribuídos pelos 1.098 municípios colombianos, onde os 26,3 milhões de eleitores devem votar.

Agencia Estado,

09 Março 2006 | 17h43

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