Uribe pede às Farcs que não usem reféns como mercadoria eleitoral

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu nesta segunda-feira às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não usem os reféns como "mercadoria eleitoral", após o movimento anunciar que libertará dois policiais que estão em seu poder desde outubro do ano passado. "Agora, eu fico preocupado, e é preciso chamar a atenção dos colombianos, porque estes terroristas das Farc (...) são os mesmos terroristas que agora querem entrar no jogo político, e para o jogo político fazem tráfico de seres humanos", disse Uribe a jornalistas em Montería, cidade do noroeste do país. No domingo, as Farc anunciaram que libertarão os dois policiais e os entregarão a delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e ao candidato presidencial Alvaro Leyva Durán. Eles também convidaram o ex-presidente Alfonso López Michelsen. As Farc fizeram este anúncio através de um comunicado divulgado pela agência "ANNCOL" (Agência de Notícias Nova Colômbia), em que freqüentemente divulgam reivindicações e entrevistas de seus chefes. Segundo Uribe, as Farc "que agora querem entrar no jogo político", são "os mesmos terroristas que assassinaram nove vereadores de Rivera (localidade sulina do departamento do Huila) e os mesmos que assassinaram no Caquetá cidadãos inocentes que estavam em um ônibus". O comunicado das Farc, datado de 3 de março, desde as "montanhas da Colômbia", afirma que o movimento está disposto a permitir "o retorno a seus lares, sãos e salvos, dos senhores policiais Eder Luis Almanza Patrón e Carlos Alberto Legarda, prisioneiros de guerra". Os dois agentes foram seqüestrados em outubro do ano passado durante um violento ataque às bases da polícia em Colón e San Miguel, no departamento de Putumayo, sul do país. Esse ataque, em zona fronteiriça com o Equador, deixou sete mortos, entre eles quatro policiais e um soldado, dezenas de feridos e vários desaparecidos, entre eles os dois agentes que serão libertados. O anúncio da libertação ocorre oito dias antes das eleições legislativas na Colômbia, no próximo domingo, dia 12.

Agencia Estado,

06 Março 2006 | 14h19

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