REUTERS/Fredy Builes
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Uribe pede ‘prazo prudente’ para analisar novo acordo de paz entre governo e Farc

Equipe negociadora de Bogotá garantiu que documento reformulado não está aberto a mais modificações ao incluir parte das sugestões das pessoas contrárias ao pacto

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2016 | 10h43

BOGOTÁ - O ex-presidente da Colômbia e chefe do partido opositor Centro Democrático, Álvaro Uribe, pediu nesta quarta-feira, 16, um “prazo prudente” para examinar o novo acordo de paz selado no sábado pelo governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Cuba.

“Tivemos no sábado à tarde a informação de que eles estavam para fechar o acordo. Somente na noite de domingo começamos a receber os textos. Examinamos ontem, nas horas que pudemos”, afirmou o senador em uma intervenção no Congresso.

O presidente do Congresso colombiano, Mauricio Lizcano, mencionou uma reunião privada no Senado para discutir com todos os setores políticos ligados ao processo de paz.

Uribe explicou que os partidários do “não” ao pacto, votado no plebiscito realizado em outubro, haviam pedido ao governo um prazo prudente para examinar o texto, o qual disseram que “não é pequeno ou fácil”. O ex-presidente ressaltou que, por isso, “muito respeitosamente” não estão “em condições nesta semana de atender a essa citação-debate no plenário do Senado”.

A equipe negociadora do governo assegurou que o novo acordo de paz com as Farc não está aberto a mais modificações ao incluir grande parte das sugestões dos partidários do “não”.

Os opositores, liderados pelos ex-presidentes Uribe e Andrés Pastrana, haviam pedido que o texto não fosse considerado algo definitivo até que eles o estudassem e dessem sua opinião a respeito.

As delegações do governo da Colômbia e das Farc chegaram a um acordo de paz em agosto - após quase quatro anos de negociações em Havana -, que foi estabelecido pelo líder da guerrilha, Rodrigo Londoño "Timochenko", e pelo presidente atual, Juan Manuel Santos, em 26 de setembro. Ele viaja nesta quarta-feira aos EUA para realizar exames médicos e descartar uma possível recaída de um câncer de próstata do qual foi operado em 2012. / EFE

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