Uribe propõe ''''zona de encontro'''' para diálogo com Farc

Militares colombianos ficariam fora da área por 90 dias, após libertação dos reféns do grupo

Efe, Bogotá, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2003 | 00h00

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou ontem que está disposto a desmilitarizar uma área do território colombiano por 90 dias para negociar a paz se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertarem os 45 reféns políticos que estão em seu poder. "Se as Farc libertarem os seqüestrados, com a mediação da comunidade internacional, o governo aceitará a criação de uma ?zona de encontro provisória?, para negociar a paz com o grupo em 90 dias", afirmou Uribe, rejeitando, porém, a possibilidade de se criar uma zona desmilitarizada por um período indeterminado. "Aqui há firmeza, mas não estão fechadas as portas da paz", completou. A desmilitarização dos municípios de Pradera e Florida era uma das exigências das Farc para negociar com o governo. O anúncio foi feito num discurso improvisado na Praça Bolívar, no centro de Bogotá, após Uribe se reunir com o professor universitário Gustavo Moncayo, pai do cabo do Exército Pablo Emílio Moncayo, seqüestrado há dez anos pela guerrilha. Pablo é um dos 45 reféns que as Farc se dizem dispostas a trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos pelo governo. Para pedir um acordo humanitário, Moncayo caminhou mais de 850 quilômetros durante 46 dias, de Sandoná, no Departamento de Nariño (sudoeste), até Bogotá. Agora, ele está acampando na Praça Bolívar, de onde diz que só vai sair quando estiverem concluídas as negociações de paz. Durante o encontro, Uribe teria dito a Moncayo que o governo também está disposto a libertar os guerrilheiros presos em troca dos reféns - desde que eles concordem em abandonar de vez as armas.

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