Uribe recusa-se dar provas de que Farc perpetraram atentado

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, recusou-se a oferecer evidências que comprovem que as Farc estiveram por trás do atentado a bomba contra uma escola militar na semana passada. O atentado levou o mandatário a proibir qualquer negociação com a guerrilha sobre trocas de prisioneiros."O governo nunca fez conjecturas. Sempre quando é feita uma acusação, ela é apresentada com provas e nunca falhou", disse Uribe em entrevista a correspondentes estrangeiros em Bogotá."Provas e indícios que estamos recebendo nos indicam que as Farc não apenas perpetraram este atentado, como também preparam outros atentados, e sobre isso foram advertidas a força pública e a promotoria", disse o presidente.O ataque ao complexo militar, que deixou 23 feridos, motivou Uribe a cortar totalmente as aproximações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para tratar de uma troca humanitária de 62 reféns por guerrilheiros presos. Ao invés das negociações, Uribe ordenou que as forças armadas efetuem operações militares para resgatar os seqüestrados.Uribe, que em agosto iniciou um segundo mandato após ter sido reeleito por ampla maioria, lembrou os "700 resgates realizados" em seu primeiro mandato pelas forças de segurança para minimizar os riscos de ações militares visando o resgate dos reféns.O presidente colombiano disse também que os membros do secretariado das Farc Raúl Reyes e Iván Márquez estão refugiados em território equatoriano e venezuelano, respectivamente, sem a autorização dos governos locais.

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