Uribe supervisiona busca a turistas seqüestrados

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, viajou para o noroeste do país a fim de supervisionar as operações de busca a 26 turistas que foram seqüestrados, na segunda-feira, pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). Uribe se dirigiu ao município de Bahía Solano, no departamento de Chocó, cerca de 400 km a noroeste de Bogotá, onde ocorreu o seqüestro. A bordo da fragata Almirante Padilla, o mandatário emitiu ordens às forças especiais da Marinha para que devolvam os cativos a seus lares, sãos e salvos. Também pediu aos habitantes da costa que colaborem com sua política de segurança, que busca frear o conflito armado de quase quatro décadas, causador de cerca de 3.500 mortes a cada ano. "Convido a todos os nossos compatriotas que vivem no litoral do Pacífico, desde a fronteira com o Panamá até a fronteira do Equador, a que se integrem à força pública e a fechem o litoral aos grupos violentos", disse. Na quinta-feira, o governo anunciou que irá recrutar cerca de 15.000 "soldados e policiais de apoio" entre camponeses das zonas isoladas. Estes contingentes armados estarão prontos para a ação em março. A eles se somarão 25.000 novos soldados do Exército regular. Ao mesmo tempo, Uribe reiterou hoje, através do Alto Comissário de Paz, Luis Carlos Restrepo, que mantém "as portas abertas" para negociar a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - mas pediu que os insurgentes não enviem mensagems pelos meios de comunicação. Ao comentar a mensagem distribuída pelas Farc através da agência de notícias Anncol, em seu site na Internet, Restrepo disse que "não tem muito sentido começar a enviar mensagens pelos meios de comunicação". "Isso não nos ajuda, nem ajuda ao país... mas os colombianos devem saber que estamos tentando encontrar caminhos para a reconciliação", enfatizou Restrepo, em conversa com jornalistas em Bogotá. Por sua vez, o secretário-geral da Presidência da República, Alberto Velásquez, informou à Corte Constitucional que a guerrilha, graças ao abundante financiamento do narcotráfico e ajuda tecnológica estrangeira, está preparando ataques devastadores. Velásquez enviou à Corte, na quinta-feira à noite, uma mensagem para explicar por que o governo teve que decretar o estado de comoção interna, ou estado de emergência, em 12 de agosto. Recordou que em 7 de agosto, dia em que Uribe asumiu a presidência, as Farc dispararam 14 granadas de morteiro que se destinavam a "decepar as cabeças de todos os setores do poder, do plenário do Congresso, de representantes de mais de 70 países e de seis chefes de Estado". Indicou que estas armas foram fabricadas com "tecnologia européia e, se permitirmos que aperfeiçoem seus mecanismos de disparo a distância e sua precisão, estaremos diante de um problema de segurança quase insolúvel". As granadas de morteiro atingiram o próprio Palácio Presidencial e um bairro próximo, deixando 21 mortos e mais de 50 feridos.

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