Ursos de pelúcia derrubam 2 generais bielo-russos

Provavelmente, esta foi a primeira vez na história que ursos de pelúcia derrotaram generais. O presidente da Bielo-Rússia, Alexander Lukashenko demitiu o chefe de defesa aérea e o responsável pela segurança de fronteira depois de um pequeno avião sueco ter invadido o espaço aéreo do país e jogado centenas de ursos de pelúcia com paraquedas e folhetos de apoio aos direitos humanos.

AE, Agência Estado

01 de agosto de 2012 | 13h56

Autoridades do ex-Estado soviético negaram o incidente de 4 de julho até que Lukashenko convocou uma reunião de governo na semana passada para repreender as autoridades por permitirem a "provocação". "Por que a cúpula não interrompeu aquele voo? De quem tiveram pena?", questionou o presidente.

Na terça-feira, o governante bielo-russo demitiu os dois generais e repreendeu vários outros, informou seu escritório.

Autoridades bielo-russas também detiveram um estudante de jornalismo que colocou fotografias dos ursos em seu site pessoal e um corretor de imóveis que ofereceu um apartamento aos suecos. Os dois homens foram acusados de colaborar com o grupo que violou as fronteiras do país e podem pegar até sete anos de prisão, caso condenados.

Thomas Mazetti e Hannah Frey, os dois suecos por trás da façanha, disseram que queriam mostrar apoio a ativistas bielo-russos pelos direitos humanos e causar embaraços aos militares do país, que são o pilar do poder de Lukashenko.

"Esperamos que tenhamos deixado as pessoas mais conscientes e que mais pessoas apoiem o povo bielo-russo", declarou Frey.

Os dois disseram que se inspiraram num protesto semelhante realizado por ativistas bielo-russos, que dispuseram brinquedos de uma forma que parecia que estavam protestando contra o regime. "Nossa campanha foi uma campanha de apoio a isso. Uma viagem aérea em apoio aos ursos de pelúcia, dos ursos de pelúcia de todo o mundo", disse Mazetti.

Lukashenko tem governado a Bielo-Rússia, país de 10 milhões de habitantes, desde 1994. Ele sufocou a imprensa livre e os dissidentes, ganhando o apelido de "o último ditador da Europa". As informações são da Associated Press.

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