Ursos provocam medo e curiosidade no norte do México

A falta de chuvas e aurbanização do habitat natural levaram nos últimos dias algunsursos a abandonar os montes do norte do México e invadir acidade de Monterrey em busca de água e comida, o que provocoucuriosidade e medo na população. A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais(Semarnat) do governo mexicano disse na quarta-feira que em umasemana sete ursos negros apareceram na Grande Monterrey, masque não foram registrados ataques a pessoas nem aos animais,que correm risco de extinção no país. "A cada ano, nos meses de julho e agosto, frequentementeesses animaizinhos descem. Mas neste ano [...] a época seantecipou, porque não tivemos chuvas desde novembro", disse àReuters a delegada da Semarnat no Estado de Nuevo León, BrendaSánchez. O crescimento da mancha urbana de Monterrey também fez comque a cidade se aproximasse da área onde os ursos vivem. "Cada vez as casas estão mais perto dos morros, edeveríamos nos perguntar se não somos nós que estamos invadindoo habitat da espécie", afirmou ela. O primeiro urso foi avistado na semana passada numaperiferia pobre da cidade, revirando uma lata de lixo. Diasdepois, outro urso foi achado dormindo sobre uma caminhoneteque estava estacionada numa casa. Monterrey, capital de Nuevo León, fica a cerca de 230quilômetros da fronteira com os EUA, cercada pelas montanhas daSierra Madre Oriental. O urso negro norte-americano ("Ursus americanus") habitazonas montanhosas do México, dos Estados Unidos e do Canadá. Éum dos menores ursos que existem: pesam entre 70 e 120 quilos,similar ao urso panda. Apesar de alguns moradores alarmados terem procurado aDefesa Civil, a TV local mostrou que no fim de semana muitagente parou para admirar um ursinho que passou horas numaárvore de um parque, observado à distância pela mãe. As autoridades alertaram que há pena de 3 a 9 anos deprisão para quem agredir ou tentar caçar um urso negro, erecomendaram que a população tampe bem as latas de lixo, paraque os ursos não se habituem a se alimentar em áreas urbanas. Segundo a Semarnat, a espécie não é agressiva se não forprovocada. (Reportagem de Gabriela López)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.