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Uruguai descarta enviar policiais para procurar ex-detento de Guantánamo, diz Mujica

O sírio Jihad Beyab vivia no país desde 2014 após acordo com os EUA, mas fugiu neste ano e está desaparecido

O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2016 | 13h45

MONTEVIDÉU - O ex-presidente e atual senador uruguaio José Mujica declarou na sexta-feira 8 que seu país "não vai pôr um policial" atrás dos refugiados de Guantánamo, referindo-se à situação de Jihad Deyab, cujo paradeiro é desconhecido.

"Aqui, eles vêm para viver. Agora, se um dia alguém vai um para a Rivera, cruza a fronteira e vai para o outro lado, como tantos, o Uruguai não vai pôr um policial atrás para andar controlando o que faz, ou o que deixa de fazer", disse o ex-presidente à imprensa local. Deyab, de origem síria, chegou em 2014 com outros cinco ex-detentos de Guantánamo mediante um acordo entre Estados Unidos e Uruguai.

Ao ser consultado sobre as consequências para Diyab, Mujica afirmou que "o sírio acarretará com os riscos que corresponde se entrou clandestino no Brasil". Deyab tentou ingressar no Brasil no primeiro semestre deste ano, segundo fontes que trabalham no setor de inteligência do governo federal brasileiro, mas foi barrado em maio pela Polícia Federal na cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul.

O ex-presidente manifestou sua decepção com a falta de solidariedade com os ex-presos de Guantánamo e declarou que o presidente americano, Barack Obama, não conseguiu fechar essa instalação pela oposição de "setores reacionários de seu país". "Obama fez duas campanhas eleitorais prometendo que iria dissolver Guantánamo e não conseguiu porque seu país, a parte reacionária, não lhe permitiu, e eu acho que era uma causa digna", sentenciou. /AFP

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