Uruguai enfrenta onda grevista de servidores públicos

Os mais de 240 mil funcionários públicos uruguaios cruzaram os braços hoje pedindo melhores salários. Outros 8 mil funcionários municipais fizeram sua própria paralisação, em meio a um panorama de agitação social que se prolonga por todo o mês no Uruguai.

AE-AP, Agência Estado

26 de agosto de 2010 | 16h33

A paralisação de 24 horas dos servidores afetou as atividades dos 13 ministérios e agrava uma onda de paralisações de vários setores. O protesto foi convocado pela Confederação de Operários e Funcionários do Estado (Cofe).

A entidade rechaça a proposta de um salário mínimo de 14.400 pesos uruguaios (US$ 620) por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Os sindicalistas exigem esse pagamento por 30 horas e querem que 15 mil funcionários não concursados sejam incorporados como funcionários públicos.

Trabalhadores municipais também pararam por 24 horas, afetando sobretudo Montevidéu. Não houve coleta de lixo, o que agravou a situação provocada por outra paralisação, de uma empresa privada de coleta de lixo. Essas atividades serão retomadas amanhã.

Ao mesmo tempo, funcionários de tabelionatos fazem greve há mais de duas semanas, o que suspendeu mais de 15 mil operações de compra e venda de imóveis e de veículos. A agitação social ocorre no momento em que o governo elabora o orçamento para os próximos cinco anos. Os sindicatos pressionam para que suas demandas sejam atendidas pelas contas do governo.

Também hoje, mais de 10 mil médicos da Administração dos Serviços de Saúde do Estado (Asse) pararam, reivindicando melhores salários e horários. Estão ainda de braços cruzados alguns professores de Medicina, atrapalhando o funcionamento de hospitais ligados ao Ministério da Saúde Pública, onde em geral são atendidas as pessoas carentes.

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