Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
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Uruguai punirá com multa de até R$ 217 mil quem promover turismo de maconha no verão

Clubes de maconha que forem flagrados com estrangeiros podem ter a licença para cultivar a droga suspensa ou cancelada.

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 01h11
Atualizado 05 Janeiro 2018 | 05h39

MONTEVIDÉU - O Uruguai vai impor duras punições aos estabelecimentos hoteleiros que promovam o turismo da maconha como parte de suas ofertas aos estrangeiros que visitam o país. Segundo o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas (JND), Diego Olivera, o grande fluxo de turistas para o Uruguai no verão motivou a autarquia a organizar uma operação especial em parceria com a polícia para coibir o chamado turismo canábico que inclui fiscalização, multas e a suspensão ou cancelamento de clubes de consumo da droga. 

Segundo ele, a JND deslocará seis inspetores responsáveis pelo monitoramento do consumo de maconha por turistas de outros países para a costa uruguaia durante o verão. Clubes de maconha que forem flagrados com estrangeiros terão de pagar uma multa de US$ 67 mil (R$ 217 mil) e podem ter a licença para cultivar a droga suspensa ou cancelada permanentemente.

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"Os locais estão expostos a sanções, certamente. De fato, no ano passado, as punições foram aplicadas com firmeza e é esperado, na medida em que for necessário, que isto volte a acontecer", afirmou Olivera.

No entanto, o secretário-geral da JND ressaltou que os episódios de venda e promoção de maconha para turistas, na sua avaliação, "não são generalizados".

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"O Estado tem diferentes estratégias de prevenção, comunicação, dissuasão e, em última instância, de controle e aplicação da lei quando esta não é respeitada", assegurou Olivera.

O secretário-geral da JND reiterou que o Instituto de Regulamentação e Controle da Cannabis (IRCCA) "faz o seu trabalho" relativo à fiscalização em conjunto com Ministério do Interior, com operações específicas na faixa costeira, não só em relação à maconha, mas também a outras formas de tráfico ilícito.

"A normativa existente não deve ser modificada, uma vez que é bastante clara a respeito. Melhoramos e aprofundamos o trabalho de coordenação e fiscalização porque, em um tempo curto, as vias de acesso à maconha se ampliaram", acrescentou Olivera.

Ainda de acordo com o secretário, distintas formas de coordenação que o IRCCA realiza estão trabalhos de campo, visitas à totalidade das cooperativas de associados, coordenação com a polícia e o Poder Judiciário, trabalhos de inteligência e recebimento de denúncias. /EFE

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