Uruguai relativiza críticas do papa com relação à droga

O governo uruguaio relativizou as declarações do papa Francisco, dadas na semana passada, no Rio, condenando os projetos de lei que preveem a liberação do consumo de drogas em vários países. "O Uruguai é um Estado laico e o projeto de lei sobre as drogas é parte de nossas políticas públicas", afirmou o secretário nacional de drogas, Julio Calzada, ao 'Estado'. "Não tem nada a ver com fé,"

O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2013 | 02h06

No entanto, Calzada disse que concorda com a opinião do papa sobre o "combate ao narcotráfico". O secretário uruguaio disse que, assim como Francisco, tem preocupações com o perigo das drogas e seu consumo. "Não faz bem à sociedade contemporânea", afirmou.

O Uruguai é considerado o país mais laico das Américas. O processo começou em 1867, com a implantação do ensino público secular, e concretizou-se em 1919 com a separação definitiva entre Igreja e Estado.

O juramento de posse dos presidentes uruguaios exclui qualquer referência a Deus, que jura por sua honra e pela Constituição. Não há crucifixos no Parlamento, nem sequer nas repartições ou hospitais públicos.

Os católicos "formais" (isto é, os batizados) são apenas 47% da população. No entanto, somente 5% deles são praticantes. Os ateus constituem 17% dos uruguaios. / A.P.

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